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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Tão Forte e Tão Perto

Título Original: Extremely Loud & Incredibly Close (EUA , 2011)
Com: Tom Hanks, Sandra Bullock, Thomas Horn, Viola Davis, Jeffrey Wright, Max Von Sydow, John Goodman e Zoe Caldwell
Direção: Stephen Daldry
Roteiro: Eric Roth
Duração: 129 minutos

Nota: 2 (regular)

Sem dúvidas o filme “Tão Forte e Tão Perto” é o mais fraco entre os 9 indicados ao Oscar de melhor filme de 2012. Talvez só mesmo o fato da história ter o 11 de Setembro como pano de fundo pode ter pesado na indicação junto com o fato do diretor Stephen Daldry (O Leitor, As Horas) sempre ter seus filmes indicados.

E fora a indicação de filme, ele só teve mais 1 indicação, essa sim bastante justa para Max Von Sydow (Ilha do Medo) como ator coadjuvante. Já que a moda esse ano no Oscar são homenagens aos filmes mudos, curiosamente o ator não diz uma palavra no tempo que aparece em cena. Mesmo assim ele consegue roubar a cena no pouco tempo que aparece.

A história é até razoavelmente interessante. Um garoto chamado Oskar (Thomas Horn) perde seu pai (Tom Hanks) no 11 de Setembro e precisa lidar com a perda. Ao mexer nas coisas do pai acaba achando uma chave dentro de um envelope e começa uma busca em Nova York pela fechadura na qual a chave abre.

O mais interessante na verdade é o método de busca que o garoto desenvolve envolvendo muitos recursos visuais. Infelizmente o diretor não da muita importância a isso e prefere se aprofundar no sentimentalismo da história, o que acaba estragando o filme.

A busca do garoto acaba gerando personagens secundários que não acrescentam muito a trama e em certo ponto ela acaba ficando um pouco repetitiva e monótona. A situação só melhora quando o ator Max Von Sydow entra em cena. Ele participa um pouco da busca e sem dúvidas é responsável pelos melhores momentos do filme.
Quem sabe se o diretor fizesse um filme mais modesto, simples e verdadeiro o drama da história fosse realmente capaz de emocionar. Ele tinha um bom elenco e uma história razoável, só faltou pesar menos a mão no dramalhão e no sentimentalismo barato, ainda mais se aproveitando do 11 de Setembro como pano de fundo.
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