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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Ted

Título Original: Ted (EUA , 2012)
Com: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Seth MacFarlane (voz), Giovanni Ribisi, Joel McHale, Patrick Warburton, Matt Walsh, Jessica Barth e Patrick Stewart (narrador)
Direção: Seth MacFarlane
Roteiro: Seth MacFarlane, Alec Sulkin e Wellesley Wild
Duração: 106 minutos

Nota: 4 (ótimo)

Seth MacFarlane é conhecido por seu trabalho na televisão principalmente na animação “Family Guy” (no Brasil conhecida como “Uma família da pesada”). Ele é um dos criadores, dirigiu muitos episódios, escreve, mas o principal é que ele dubla muitos personagens. Seu humor politicamente incorreto e suas vozes são seus principais talentos. E ambos estão presentes em “Ted”, seu primeiro trabalho no cinema.

A idéia do filme é muito bacana e faz um pouco de paródia com contos infantis. Tudo começa quando o pequeno John Bennett resolve pedir para que seu urso de pelúcia ganhe vida e vire seu melhor amigo pois ele não tem amigos. Seu desejo é “magicamente” concedido e Ted ganha vida. Então encontramos com os 2 ainda amigos na vida adulta. John (Mark Wahlberg) agora com 35 anos continua na companhia de Ted, ambos vivendo meio como “jovens” na frente da tv com bebidas e drogas.

O “problema” começa com o relacionamento de John com Lori (Mila Kunis) já caminhando para seu 4º ano sem ficar realmente “séria”. Então começam os conflitos do protagonista entre escolher seguir sua vida com a namorada num relacionamento sério e com isso amadurecer na sua vida virando um adulto de verdade ou continuar com seu grande amigo Ted curtindo a amizade.

O roteiro desenvolve muito bem esse conflito sem em nenhum momento mostrar qual lado é o certo ou o errado e sem transformar a personagem de Lori ou o próprio Ted em vilões. Mas não pensem que o filme irá entrar num drama e oferecer soluções para o conflito. A ideia é justamente fazer graça com essa situação da passagem para a vida adulta.

A coisa realmente funciona muita bem graças ao Ted. Os efeitos de captura de movimento na criação do personagem é sensacional e o ursinho realmente parece bastante real. Isso somado a voz MacFarlane e seu roteiro que consegue soar politicamente incorreto sem ser ofensivo fazem do filme uma das melhores comédias adultas do ano. E obviamente ele mantem o estilo conhecido de Family Guy com diversas referências pop, mas num ritmo menos absurdo e nonsense de alguns episódios da série animada.
Resumindo o filme é uma mistura de fábula infantil, no caso mais uma fábula adulta, com comédia romântica e “bromance” (amizade entre homens tema de diversos filmes como “Eu te amo, cara” e “Superbad”). Tudo isso com o tom de ironia e politicamente incorreto de MacFarlane. O resultado são ótimas risadas e diversão garantida.
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