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domingo, 18 de novembro de 2012

Frankenweenie

Título Original: Frankenweenie (EUA , 2012)
Com as vozes de: Winona Ryder, Martin Short, Catherine O’Hara, Martin Landau, Charlie Tahan e Atticus Shaffer
Direção: Tim Burton
Roteiro: John August, Tim Burton e Leonard Ripps
Duração: 87 minutos

Nota: 5 (excelente)

Em 1984 o diretor Tim Burton trabalhava para a Disney e fez o curta “Frankenweenie” numa clara alusão ao clássico do terror “Frankenstein”. Sua idéia era fazer uma animação em stop-motion, mas devido a limitações de orçamento resolveu fazer com atores de verdade mesmo. Logo após terminá-lo ele foi demitido pois o estúdio achou que o curta era assustador demais para a audiência jovem. Somente após Burton ter conseguido sucesso em sua carreira de diretor que o curta acabou sendo lançado em 1994 em home video e hoje em dia pode ser encontrado nos extras do filme “O Estranho Mundo de Jack”. 

E como o mundo da voltas, após ter feito o sucesso “Alice no país das maravilhas” para a Disney, o estúdio resolveu dar uma nova chance para “Frankenweenie”. E dessa vez Burton conseguiu fazer uma animação em stop-motion em longa-metragem. 

A premissa continua a mesma onde o jovem Victor Frankenstein perde seu melhor amigo, o cachorro Sparky, e então ele resolve usar o poder da ciência para trazê-lo de volta à vida. Mas como agora a história evoluiu de um curta para um longa, novos elementos tiveram que ser acrescentados e criados. E somente Burton seria capaz de criar uma história para toda a família com uma premissas dessas. Por mais “bizarra” que ela possa soar, no final das contas a história fala principalmente sobre o amor e a amizade entre o garoto e seu cachorro de estimação.

Burton conseguiu voltar a fazer um excelente filme a voltar a suas origens com uma história que tem um pouco de referência a sua vida pessoal. O jovem Victor lembra bastante sua infância no interior dos EUA sendo fã de filmes, principalmente os de terror. E o filme faz homenagem a diversos clássicos do gênero. 
Além disso, a mistura de animação em stop-motion em preto e branco com a tecnologia 3D rendeu um resultado bastante interessante. O visual ficou muito bonito. Os personagens são uma mistura de “bizarro” e “fofura” já caraterísticos de Burton. Nos primeiros minutos de exibição já da pra saber que estamos vendo um filme do diretor, não tem como confundir. A trama pode até não ser “surpreendente”, mas não tem como não se emocionar com essa história de amizade.
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