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quarta-feira, 28 de maio de 2014

X-Men - Dias de um Futuro Esquecido

Título Original: X-Men: Days of Future Past (EUA , 2014)
Com: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Ian McKellen, James McAvoy, Jennifer Lawrence, Michael Fassbender, Nicholas Hoult, Anna Paquin, Ellen Page, Shawn Ashmore, Halle Berry, Peter Dinklage, Omar Sy, Evan Peters, Josh Helman, Daniel Cudmore, Fan Bingbing, Adan Canto, Booboo Stewart, Lucas Till e Evan Jonigkeit
Direção: Bryan Singer
Roteiro: Simon Kinberg, Jane Goldman e Matthew Vaughn
Duração: 131 minutos

Nota: 5 (excelente)

A idéia do filme “X-Men - Dias de um Futuro Esquecido” é fantástica. Os primeiros 3 filmes dos X-Men começam bem, mas tropeçam na 3ª parte. O Wolverine teve 2 filmes solo bem irregulares. Então em 2011 veio “X-Men - Primeira Classe” para começar a franquia novamente de maneira muito boa. Então agora as “franquias” se reúnem trazendo elementos dos “velhos” e dos “novos” X-Men adaptando uma HQ que é um dos clássicos dos mutantes e que envolve viagem no tempo. Não poderia ter sido melhor, ainda mais com a volta de Bryan Singer a direção já que ele comandou os 2 primeiros filmes. 


Então começamos com os X-Men do futuro lidando com a ameaça dos Sentinelas, robôs que tem com o objetivo eliminar os mutantes. O professor Xavier (Patrick Stewart) junto com Magneto (Ian McKellen) resolvem que é melhor voltar ao passado e impedir que a Mística (Jennifer Lawrence) mate o criador das máquinas Bolivar Trask (Peter Dinklage) e com a produção delas seja levada adiante. 

O escolhido acaba sendo o Wolverine (Hugh Jackman) já que apenas a consciência dele irá voltar no tempo, então como ele envelhece bem devagar a pessoa dele do passado é bem parecida com a atual. Isso é possível graças ao poder de Kitty Pride (Ellen Page). Iremos para os anos 70 onde Wolverine terá que reunir os jovens Xavier e Magneto (James McAvoy e Michael Fassbender respectivamente), o que se mostrará uma tarefa bem complicada.
A história pode parecer complicada, mas o roteiro consegue construir tudo de maneira excelente e que funciona até mesmo para aqueles que não assistiram ou que não lembrem de todos os detalhes dos outros filmes dos mutantes. Mas obviamente que os fãs da franquia não são esquecidos e terão várias referências para aproveitar, como por exemplo a cena escondida após os créditos. 

Apesar da grande quantidade de personagens, já que esse era um dos principais problemas do X-Men 3: o excesso de “bonecos”, é bom ver como o roteiro consegue dar espaço para todos eles. Obviamente que um mais que outros, mas todos tem sua função. Um dos destaques fica por conta de um novo mutante na franquia: Mercúrio (Evan Peters). Com pouco tempo em tela ele tem uma das melhores cenas do filme e rouba a cena quando está presente. Ficar falando dos atores é até complicado porque o elenco é sensacional.

Outro problema que o filme poderia ter é em relação a viagem no tempo. Felizmente o roteiro funciona muito bem ao alternar entre passado e futuro criando uma relação bem interessante entre os eventos de cada época e como eles se relacionam e se afetam tornando as coisas que acontecem bem mais “urgentes”, criando uma ótima tensão.

Na parte das cenas de ação o filme também cumpre bem o seu papel e apesar da grande quantidade de personagens envolvidos nelas é bom ver como a edição consegue situar todos eles para sabe o que estão fazendo sem ficar perdido no meio da ação. E é bom ver que não apostaram apenas na ação deixando a história de lado, como aconteceu no X-Men 3.
O resultado é que agora as “franquias” dos X-Men estão consolidadas e o universo mutante nos cinemas está consolidado mais uma vez já que a história estava um pouco bagunçada. Graças a viagem no tempo tudo está resolvido. Uma nova aventura chamada “X-Men Apocalypse” já foi anunciada e deve chegar as telas em 2016. Confesso que ao final da sessão fica aquela sensação de quero mais, então vai ser complicado esperar tanto tempo (risos). E fica também a sensação de preciso assistir o filme novamente. Espero fazer isso em breve. Forte candidato a um dos melhores do ano e tudo indica que vai ser no mínimo o melhor filme de herói de 2014.
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