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domingo, 3 de agosto de 2014

Guardiões da Galáxia

Título Original: Guardians of the Galaxy (EUA , 2014)
Com: Chris Pratt, Zoe Saldana, Lee Pace, Dave Bautista, Michael Rooker, Karen Gillan, Djimon Hounsou, John C. Reilly, Glenn Close, Benicio Del Toro, Josh Brolin e as vozes de Bradley Cooper e Vin Diesel
Direção: James Gunn
Roteiro: James Gunn e Nicole Perlman
Duração: 121 minutos

Nota: 5 (excelente)

Em 2008 a Marvel montou seu próprio estúdio de cinema e apostou num personagem não tão conhecido quanto outras estrelas que ela tinha vendido os direitos de imagem como “Homem Aranha” e “X-Men” chamado “Homem de Ferro”. O resto é história e hoje eles continuam com enorme sucesso criando um universo bem legal nos cinemas. Chegou a vez agora em apostar num grupo de heróis ainda mais “lado B” chamados “Guardiões da Galáxia”. 


Aqui o tom da história é um pouco menos séria, mas sem deixar de ser inteligente e divertida. É possível identificar diversas influências passando por outras aventuras nas galáxias como “Star Wars” e “Star Trek” misturadas com Indiana Jones e coisas do tipo. Um dos grandes diferenciais são os personagens. Os cinco integrantes dos Guardiões da Galáxia são bem desajustados, anti-heróis, que acabam se juntando apenas por interesse e acabam virando grandes amigos.
Eles são: Peter Quill (Chris Pratt), que gostaria de ser conhecido como Senhor das Estrelas e é um trambiqueiro mulherengo que ganha a vida vendendo artefatos “roubados” e foi abuzido da Terra quando era criança após a morte da mãe; Rocket (voz de Bradley Cooper), um guaxinim criado em laboratório muito inteligente que é bom em tecnologia e com armas; Groot (voz de Vin Diesel), o personagem mais legal que parece uma mistura de Chewbacca com Barbárvore; Gamora (Zoe Saldana), uma mulher que teve a família morta por Ronan que a transformou numa “arma” mortal boa de briga que agora quer vingança; Drax (interpretado pelo lutador Dave Bautista) que também teve a família morta por Ronan e quer vingança, e tem dificuldade para entender metáforas (que rendem diversas piadas durante o filme). Como podemos ver eles não tem o perfil comum de super heróris e essas suas peculariedades são o que tornam o grupo tão único e divertido. 

O vilão Ronan (Lee Pace) talvez não seja tão interessante quanto os “heróis”, mas ele cumpre bem o seu papel de personagem perigoso e assustador no limite da caricatura. E dentro desse universo insano iremos conhecer muitos outros personagens que são interpretados por ótimos atores que fazem participações especiais muito boas como John C. Reilly, Glenn Close e Benicio Del Toro (que já tinha sido visto na cena escondida de Thor 2).

A história gira em torno de um item roubado por Peter que pode ser usado para destruir o universo, mas também pode render bastante dinheiro sendo vendido para a pessoa certa. Nisso Ronan quer usá-lo para o mal e envia Gamora atrás de Peter, que acaba virando procurado com direito a recompensa em quem capturá-lo com vida. Nisso Rocket e Groot resolvem ir atrás deles. Eles acabam sendo presos e lá conhecem Drax onde eles acabam se unindo para fugir do lugar. Bom, acho que já expliquei até demais da trama.

O diretor James Gunn, que também escreveu o roteiro que depois foi revisado por Nicole Perlman, conseguiu construir muito bem a apresentação desses personagens e do universo que em principio não tem uma ligação direta com o restante da Marvel. O filme é cheio de “absurdos” e em alguns momentos parece não se levar a sério e isso garante brincar com alguns clichês de maneira bem divertida e inteligente. 
Isso sem falar das referências aos anos 70 e 80 feitas por Peter Quill de sua infância na Terra que são sensacionais, sendo que as principais são as musicais com uma ótima escolha de músicas que fazem parte da fita K7 ouvida em seu walkman. Existe algo mais anacrônico do que fita k7 num walkman num universo cheio de tecnologia?

O resultado disso tudo é um dos melhores filmes feito pela Marvel até agora, que só tem feito ótimos trabalhos, ficando um pouquinho abaixo apenas do primeiro “Homem de Ferro” e de “Os Vingadores”. Mas pode ser que seja até o mais divertido, é algo para se “refletir” (risos). E isso tendo como base um grupo de personagens que não tem o mesmo tempo de história e reconhecimento dos outros filmes da Marvel. E isso é bastante coisa.

PS: A cena escondida não acrescenta nada a história ou ao universo dos filmes da Marvel, mas conta com uma aparição bem absurda e genial que até agora ainda “derrete” o meu cérebro (risos).
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