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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Livre

Título Original: Wild (EUA, 2014)
Com: Reese Witherspoon, Laura Dern, Thomas Sadoski, Michiel Huisman e Gaby Hoffmann
Direção: Jean-Marc Vallée
Roteiro: Nick Hornby
Duração: 115 minutos

Nota: 4 (ótimo)

O diretor Jean-Marc Vallée (Clube de compras Dallas) faz em “Livre” um novo estudo de personagem. Dessa vez iremos conhecer Cheryl Strayed, interpretada por Reese Witherspoon, que resolveu fazer uma trilha de 1.770 quilômetros pela Pacific Crest Trail, trilha que passa por vários estados dos EUA. Ela parece estar em busca de redenção ou de um novo sentido na vida. O filme tenta mostrar o que a levou a entrar nessa “jornada” através de flashbacks onde iremos saber mais sobre sua vida, principalmente a relação com sua mãe (Laura Dern).


A história é baseada no livro "Livre: A jornada de uma mulher em busca do recomeço" escrito pela própria Cheryl Strayed em sua caminhada. Não li o livro, mas por relatos de quem leu me descreveu algo mais parecido com algo tipo “Comer, rezar, amar”. Felizmente o filme não foca por essa linha. Adaptado pelo escritor Nick Hornby (que já tinha escrito o roteiro de "Educação"), o roteiro foca mais em tentar mostrar as motivações e acontecimentos na vida da personagem que a fizeram encarar essa caminhada sem nenhuma experiência e conhecimento no assunto. A trama se passa em 1995, então nessa época a Internet ainda não era uma ferramenta tão poderosa com videos do YouTube e outras fontes de informação.

A trama me lembrou um pouco "Na natureza selvagem", mas os objetivos dos respectivos personagens são bem diferentes. Aqui a ideia não era tentar viver na vida selvagem, mas sim tentar encontrar um sentido na vida, algum tipo de reflexão durante a caminhada. 

É interessante ver as mudanças pela qual a personagem vai passando durante a caminhada e através dos flashbacks vamos conhecendo mais sobre sua vida e tentamos entender suas motivações. A interpretação de Witherspoon é impressionante pela dedicação e entrega a personagem para torná-la a mais verossímil possível e é o grande destaque do filme. 

A atriz também é uma das produtoras do filme, através de sua produtora Pacific Standard (que fez também “Garota Exemplar”), e é bom vê-la voltar a fazer um papel interessante após ter feito diversos filmes ruins tipo “Guerra é Guerra!”.
Não espere encontrar um filme com grandes aventuras e emoções, mas sim uma história sobre contemplação e reflexão sobre a vida. Como falei no início, um estudo de personagem. O diretor Jean-Marc Vallée acerta mais uma vez na atuação que consegue tirar do elenco. Talvez a história pudesse se aprofundar um pouco mais, mas funciona de maneira satisfatória com o objetivo do filme em mostrar a jornada e motivações da protagonista.
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