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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Velozes e Furiosos 7

Título Original: Furious 7 (EUA, 2015)
Com: Vin Diesel, Paul Walker, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Ludacris, Dwayne Johnson, Jason Statham, Jornada Brewster, Nathalie Emmanuel, Elsa Pataky, Tony Jaa, Djimon Hounsou e Kurt Russell
Direção: James Wan
Roteiro: Chris Morgan
Duração: 137 minutos

Nota: 4 (ótimo)

Velozes e Furiosos 7” é mais um capítulo acertado da franquia que conseguiu se reinventar muito bem deixando de ser um filme sobre corrida de carros e se transformando em série de ação totalmente divertida a partir da 5ª parte


Infelizmente a franquia passou por uma grande perda com a morte do ator Paul Walker. As filmagens já estavam na metade e ficou um tempo parada para que tudo pudesse ser repensado e os envolvidos pudessem se recuperar. O roteiro foi alterado e usaram efeitos especiais para colocar o ator em cena de maneira digital. Até os 2 irmãos dele foram convocados para cenas que não aparecessem o rosto. E o resultado é realmente impressionante. A produtora ainda não divulgou quais as cenas em que os efeitos foram usados e durante o filme é muito difícil identificar.

Voltando para a “história” desse novo filme, iremos ver Deckard Shaw (Jason Statham), que é irmão do vilão do filme anterior, indo atrás dos heróis em busca de vingança. No meio da perseguição Dominic Toretto (Vin Diesel), o líder do grupo, é abordado por homem misterioso chamado Frank Petty (Kurt Russell) para que a “equipe” de Toretto recupere um dispositivo capaz de hackear qualquer tipo de câmera no mundo para rastrear uma pessoa e também o hacker que o criou. Dessa forma eles poderiam achar Shaw e virar o jogo deixando de ser caçados para virarem caçadores.
Ou seja, a história é apenas uma desculpa para as cenas de ação. E aqui elas chegaram num nível ainda maior de absurdo onde nossos heróis desafiam as leis da física e seus corpos são capazes de aguentar duros golpes sofrendo apenas alguns arranhões. Então se preparem para ver um carro “voando” entre prédios ou carros descendo de pára-quedas.

O diretor James Wan (Jogos Mortais) estreia na franquia deixando os filmes de terror e entrando no mundo da ação mostrando talento para o gênero. Ele consegue brincar bem com os absurdos e consegue criar uma boa edição, principalmente nas cenas de lutas, e usando câmeras lentas exagerando em alguns momentos mas sem passar muito do limite.

Obviamente que além das cenas de ação o que vale o filme é o carisma dos personagens e o elenco. Somente assim é possível “engolir” os papos de “somos uma família”, os momentos de “drama” e as frases de efeitos que são totalmente dispensáveis, mas que de alguma forma fazem sentido dentro do universo absurdo do filme. O negócio acaba funcionando e o resultado é mais um filme extremamente divertido de ação.
O filme também não deixa de prestar uma bela homenagem a Paul Walker, principalmente no final. O ator é o mais importante da franquia que não a abandonou na primeira continuação quando somente ele do elenco original retornou. Num mundo ideal esse seria o último filme da franquia, acabaria no auge e deixaria Walker na memória. Mas pelo dinheiro que está fazendo o show deve continuar e em breve teremos uma nova sequência. Vamos aguardar e ver o que acontece. E se vão conseguir manter a qualidade.
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