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terça-feira, 18 de agosto de 2015

A Escolha Perfeita 2

Título Original: Pitch Perfect 2 (EUA, 2015)
Com: Anna Kendrick, Hailee Steinfeld, Rebel Wilson, Brittany Snow, Hana Mae Lee, Anna Camp, Skylar Astin, Adam DeVine, Ben Platt, Ester Dean, Alexis Knapp, Chrissie Fit, Birgitte Hjort Sørensen, Flula Borg, Jason Jones, John Hodgman, Reggie Watts, Katey Sagal, Snoop Dogg, David Cross, Keegan-Michael Key, John Michael Higgins e Elizabeth Banks
Direção: Elizabeth Banks
Roteiro: Kay Cannon
Duração: 115 minutos

Nota: 3 (bom)

O 1º “A Escolha Perfeita” me surpreendeu por ser um filme que apesar de não fugir muito de determinado padrão consegue divertir com ótimas canções e boas piadas graças a ótimas personagens com muito carisma e química entre si. O sucesso foi tanto, principalmente nos EUA, que até demorou para fazerem uma continuação. Em “A Escolha Perfeita 2” eles conseguem fazer algo tão legal e divertido quanto o 1º, mas para isso usam praticamente a mesma fórmula e os mesmos conflitos.


O filme gira em torno das Bellas, um grupo de mulheres universitárias que fazem música a capela, isto é, utilizando apenas as suas próprias vozes sem usar instrumentos musicais. Lá nos EUA eles são tão competitivos e fazem campeonatos de tantas modalidades que existe também a disputa pelo título de melhor grupo a capela. 

No 1º filme as meninas se juntam e conseguem entrar em harmonia para conseguirem surpreender ao se tornar o azarão que consegue vencer a competição. Aqui na continuação se passaram 3 anos, elas ganharam mais títulos e vivem a glória. Mas durante uma apresentação para o presidente dos EUA algo acontece e elas perdem todo o prestígio que conquistaram. A chance agora é tentar ganhar o campeonato mundial de a capela para apagar esse episódio.

Ou seja, elas voltam a ser o azarão já que os EUA nunca ganharam um mundial e irão disputar com as melhores equipes do mundo todo. E o principal concorrente é a equipe alemã que foi campeã da Europa. Então começam os conflitos entre as meninas e elas irão precisar de harmonizar novamente para voltar a vencer. Isto é, a mesma coisa do filme anterior só que agora em nível mundial (risos).

A grande “sacada” do filme anterior era que elas precisavam encontrar uma maneira de se encontrar para descobrir o seu diferencial frente as outras equipes. Aí a importância da personagem Beca (Anna Kendrick) que gostava de fazer mash-up de músicas (misturar duas ou mais músicas “criando” uma nova música) e resolve tentar fazer isso a capela. E o resultado acaba funcionando com o diferencial. 

Aqui na continuação elas vão precisar descobrir uma nova forma. Aí surge a importância de uma nova integrante no grupo: Emily (Hailee Steinfeld). Sua mãe fez parte das Bellas e ela chega a universidade sonhando em entrar no grupo. E assim como Beca no 1º filme, acaba sendo o diferencial no grupo.
Existe espaço para outros conflitos, como o das personagens de Rebel Wilson e Brittany Snow, mas temos tantos personagens que nem todos tem espaço para aparecer. Tanto que o próprio filme reconhece isso ao fazer piadas com o assunto. Isso mostra o quanto ele não se leva a sério e abusa de piadas politicamente incorretas, principalmente por parte da dupla interpretada por John Michael Higgins e Elizabeth Banks que são comentaristas das competições a capela que rendem alguns dos melhores momentos do filme. Aqui eles ganham mais espaço que no filme anterior. Talvez pelo fato de que a própria Banks assumiu o cargo da direção nessa continuação e inclusive se mostra muito talentosa no ofício. Vamos ver se depois do sucesso do filme ela vai se arriscar em novos projetos. Nos EUA o filme conseguiu vencer o pareo na bilheteria ao ficar na frente de “Mad Max - Estrada da Fúria” na estreia e com isso garantiu uma nova continuação. Agora resta saber qual será o novo desafio que as Bellas irão enfrentar e se vão conseguir criar algo novo ou simplesmente repetir a mesma fórmula. Pode ser que ela não funcione tão bem em uma 3ª vez.
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