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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Goosebumps - Monstros e Arrepios (Goosebumps)

Título Original: Goosebumps (EUA, 2015)
Com: Jack Black, Dylan Minnette, Odeya Rush, Amy Ryan, Ryan Lee, Jillian Bell e Halston Sage
Direção: Rob Letterman
Roteiro: Carl Ellsworth
Duração: 103 minutos

Nota: 2 (regular)






A “piada” do filme “Goosebumps - Monstros e Arrepios” é interessante ao pegar um pouco de metalinguagem. Vou tentar explicar. Goosebumps é uma série de livros escrita por R. L. Stine que são histórias de terror para crianças. Agora imaginem se esses monstros das histórias fossem para o mundo real. É isso que o filme mostra numa mistura de “Jumanji” com “Os Caça-Fantasmas” tentando misturar comédia com terror.


O principal motivo que me levou a assistir o filme foi a presença de Jack Black. Ele interpreta a versão ficcional de R. L. Stine. No filme ele sofre um tipo de maldição que faz com que os personagens de suas histórias se tornem reais, mas ficam presos dentro dos livros originais. Os livros ficam trancados e caso sejam abertos os monstros conseguem fugir para o mundo real. Então ele leva uma vida reclusa junto da sua filha Hannah (Odeya Rush).

A história começa quando Zach (Dylan Minnette) se muda junto com sua mãe para a pequena cidade fictícia Madison e eles são os novos vizinhos de Stine. O misterioso vizinho avisa para o jovem não se aproximar de sua casa e de sua filha. Obviamente que o menino não liga e ele acaba se aproximando de Hannah. Um dia ele vê Stine gritando com ela e acha que algo ruim pode estar acontecendo. Ele resolve então invadir a casa junto com o único amigo que ele fez na nova escola chamado Champ (Ryan Lee). E adivinhem o que eles fazem? É claro, acabam abrindo um dos livros e aí começa a confusão.


Vamos então acompanhar Zach, Hannah e Champ se unirem a Stine para tentar arrumar uma maneira de prender os monstros novamente nos livros. Enquanto isso as criaturas tocam o terror na cidade comandadas por Slappy (voz de Jack Black), um boneco ventríloquo que é uma especie de lado negro de Stine.

Jack Black é o grande atrativo do filme. Ele encontrou um personagem ótimo para interpretar que foge um pouco do que ele costuma fazer. E ele ainda dá voz ao principal vilão Slappy que é o melhor do filme, mas que infelizmente não é bem aproveitado. O problema é que mesmo com seu carisma, fica difícil aguentar os “jovens”. O trio Dylan Minnette, Odeya Rush e Ryan Lee deixa muito a desejar em carisma e talento. Eles acabam prejudicando bastante o filme.

Sem dúvidas quem mais me irritou foi Ryan Lee por fazer um sub-McLovin (lembram de Superbad) medroso. Ele é totalmente sem graça. Era para servir como alivio cômico, mas não funciona. Outra que também tinha o mesmo objetivo e falha da mesma forma é a personagem interpretada por Jillian Bell que é tia de Zack. 

Agora o problema maior mesmo do filme é o tom meio confuso. O negócio era para ser uma mistura de comédia com terror, mas falha em ambas. São poucos os momentos engraçados em que alguma piada ou referência funcione (algumas boas envolvem Stephen King). Já na parte de terror as ameaças do filme, isto é, os monstros, falham por serem problemas realmente graves que não conseguem em nenhum momento realmente ameaçar os personagens principais. Além disso, uma das poucas reviravoltas interessantes do roteiro acaba sendo desfeita em nome de um final feliz e forçado. E falta muita química entre Hannah e Zack para que o clima de paixão entre os dois funcione.


Nesse caso ficou complicado para Jack Black conseguir fazer alguma mágica e conseguir salvar o filme. Ele consegue salvar do fracasso total tornando o resultado final em algo apenas irregular. Sem dúvidas se os atores jovens do filme fossem mais interessantes o negócio poderia ter funcionado melhor e ter sido algo pelo menos divertido. Mas infelizmente não é isso que acontece.
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