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sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Plano de vôo

Chega hoje aos cinemas o mais novo filme da atriz Jodie Foster chamado “Plano de vôo”. Nos últimos anos ela tem se dedicado mais aos seus filhos e tem feito menos filmes. Ela tem levado três anos em média a estrelar cada filme. Em entrevista ela disse para escolher um filme ela precisa realmente se importar de verdade para poder trabalhar. Mas parece que essas escolhas não tem sido tão boas assim. Seus últimos filmes “Anna e o Rei”, “Quarto do pânico” e esse agora são filmes que deixam um pouco a desejar em qualidade, mas não chegam a ser ruim. Nesse meio tempo ela esteve envolvida em outros projetos como a produção do filme “Meninos de Deus”, no qual ela teve um pequeno papel, e também uma participação especial no filme francês “Eterno Amor”.

A premissa do filme era até um pouco interessante. Jodie é Kyle Pratt, uma engenheira que mora em Berlim e está viajando para Nova York junto com a filha depois da morte de seu marido. Detalhe é que ela projetou o avião no qual irá viajar. Eis então que no meio do vôo a sua filha some misteriosamente. Ela então começa a procurar desesperadamente pela menina e pedir ajuda a tripulação e aos passageiros na procura, mas aparentemente ninguém acredita nela, pois ninguém teria visto a menina embarcar no avião.

O problema já começa com essa premissa de ninguém ter visto a menina. Tudo bem que é um pouco forçado, mas vamos em frente. O desenvolvimento da história é cheio de “pegadinhas” e tenta te enganar com alguns elementos que no final não mostram ter muita importância para a história. No final a explicação dos fatos ocorridos até de certa forma fazem um certo sentido, as coisas se encaixam, mas não deixa de ser meio frágil, forçado e mirabolante. A primeira parte do filme é levada com suspense e tensão, sem muita coisa acontecer, para na metade seguinte ter muito movimento e ação.

Um dos pontos positivos do filme são as atuações. Sean Bean (do primeiro Senhor dos Anéis) está muito bem como o capitão do avião e destaque também para Peter Sarsgaard, um policial a bordo do vôo.

O filme recebeu duras críticas das companhias áreas, principalmente da parte das comissárias de bordo, que acharam que foram retratadas de maneira bem ruim no filme. Exageros a parte, esse elemento fazia parte da história, e como obra de ficção não procede reclamarem por causa de uma besteira dessas. Mas sabe como são as coisas lá nos Estados Unidos, então deixa eles lá. Inclusive o filme foi bem nas bilheterias por lá e estreou no topo das bilheterias.

O resultado final é um filme que pode ser classificado apenas como razoável. Não é bom, mas também não chega a ser ruim. Pode acabar funcionando como um passatempo, se você abstrair alguns absurdos da história. Quem sabe da próxima vez dona Judie não acerta e volta a estrelar um filme realmente bom. Vamos ver se isso vai demorar mais três anos.
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