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segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Babel

Título Original: Babel (2006)
Elenco: Cate Blanchett, Brad Pitt, Gael García Bernal, Jamie McBride, Kôji Yakusho, Lynsey Beauchamp, Paul Terrell Clayton, Fernandez Mattos Dulce, Nathan Gamble, Adriana Barraza, Mohammed Bennani, Clifton Collins Jr. e Elle Fanning
Diretor: Alejandro González Iñárritu
Duração: 142 minutos


Sabe quando alguém te conta uma piada em que os personagens são um paulista, um baiano, um carioca e depois você ouve a mesma piada só que os personagens agora são um brasileiro, um japonês e um americano? Essa é a sensação ao assistir “Babel”, o novo filme do diretor Alejandro González Iñárritu, depois de ter conferido seu trabalho anterior “21 gramas”. Isso não significa que o filme seja ruim. Digamos que ele não tenha o mesmo impacto.

Na verdade essa é a terceira parte de uma trilogia iniciada com “Amores Brutos”. Todos os filmes tem uma estrutura narrativa parecida. Em cada filme existe um fato que acaba tendo conseqüências em várias histórias ligadas por esse acontecimento. Agora temos uma visão global da coisa. São quatro histórias que se interligam e se passam em quatro países: EUA, México, Marrocos e Japão. A grande questão é a falta de comunicação, seja por problemas com línguas ou com costumes diferentes.

O elenco mistura nomes conhecidos como Brad Pitt, Cate Blanchett e Gael García Bernal com atores locais das locações do filme. Essa atitude foi bastante arriscada mas o resultado foi muito bom. Os desconhecidos demonstram bastante talento e os mais conhecidos tem a presença marcante de sempre.

O diretor Alejandro se junta novamente ao roteirista Guillermo Arriaga para o encerramento da trilogia. Eles repetem com sucesso a parceria e criam mais uma grande história. A idéia da trilogia surgiu pouco antes do início das filmagens de “21 gramas”. O objetivo era mostrar a mesma teoria de três perspectivas diferentes.

O problema é que esse último capítulo não tem a mesma força e impacto dos anteriores. As histórias são boas, levantam questionamentos interessantes, mas os personagens não tem o mesmo carisma. Talvez por isso acabe levando ao espectador não se importar muito com eles e com isso não ter o mesmo apelo emocional. Mesmo assim o resultado final é bom e prova mais uma vez o talento do diretor. Ele ganhou o prêmio de direção em Cannes no ano passado e acabou de ganhar o Globo de Ouro de melhor filme dramático e tem grandes chances no Oscar que irá revelar seus indicados amanhã (23/01).
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