propaganda

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Livro: Cassino Royale

Título Original: Cassino Royale (1953)
Autor: Ian Fleming
Tradução: Sylvio Gonçalves
Editora: Record
Número de Páginas: 208


Era um absurdo eu como fã de agente secreto James Bond nunca ter lido um livro do 007. Mas isso agora é coisa do passado depois de ter conferido “Cassino Royale”. Esse foi o primeiro livro do espião criado por Ian Fleming, que foi publicado em 1953. Naquela época a Guerra Fria dividia o mundo.

Fleming era fascinado pelo mundo da espionagem e do bacará, então imaginou um personagem que fosse uma versão ideal de si mesmo. Ele já tinha trabalhado como jornalista na agência internacional Reuters, depois como correspondente da 2ª guerra para o Times de Londres, onde esteve em lugares como Berlim e Moscou. Depois de cobrir o julgamento de 6 engenheiros britânicos acusados de serem agentes secretos, seu fascínio pela coisa era tanto que tempos depois ele mesmo entraria para o serviço de inteligência da marinha, onde chegou ao posto de comandante, assim como o seu personagem. Assim o agente secreto trabalharia para o MI6, serviço secreto inglês, tinha sorte no jogo e era bom com as mulheres. Só faltava o nome, que surgiu de um livro chamado ”Birds of the West Indies” no qual Fleming estava lendo em suas férias numa fazenda na Jamaica. O autor do livro se chamava James Bond.

O livro mistura ficção com uma espécie de guia disfarçado de espionagem para novatos. A inspiração da história vem da experiência do autor nos cassinos de Portugal durante a 2ª guerra. James Bond terá que enfrentar o vilão Le Chiffre, um tesoureiro de perigosos comunistas, no Cassino Royale em partidas de bacará. Bond terá que ganhar do vilão na mesa do jogo.

Recentemente adaptado para os cinemas, o filme tem muita da essência do livro, mas muita coisa foi mudada. Novos elementos foram inseridos, além da atualização da história para os tempos atuais. No livro Bond não para de fumar, adora beber, altamente politicamente incorreto. No filme o personagem está mais humano, o que não deixa de ser interessante. Quem está acostumado com o clima de ação e aventura dos filmes pode acabar estranhando o clima de suspense, mistério e espionagem do livro.

O sucesso do livro não foi imediato após seu lançamento, mas aos poucos foi ganhando espaço. Com o lançamento de “Live and let die” (1954) e “Moonraker” (1955), Fleming virou referência na literatura com suas novelas de espionagem. Não demorou para que ele vendesse os direitos dos livros para o cinema. Em 1962 chegava aos cinemas “007 contra o satânico dr. No”, com Sean Connery no papel de Bond (mesmo com os protestos do autor, que tinha concebido o personagem com outra cara e também achava o ator muito “arrogante”). O resto é história, e até hoje os filmes do agente 007 continuam sendo produzidos.

Aqui no Brasil além desse ainda existem disponível atualmente os livros “007 contra o satânico dr. No” e “Moscou contra 007”. Ao todo Fleming escreveu 15 livros e todos foram adaptados para o cinema.
Postar um comentário