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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Duplicidade

Título Original: Duplicity (EUA / Alemanha, 2009)
Com: Clive Owen, Julia Roberts, Tom Wilkinson, Paul Giamatti, Dan Daily, Oleg Shtefanko e Lisa Roberts Gillan
Direção e Roteiro: Tony Gilroy
Duração: 125 minutos


Nota: 4 (ótimo)

O roteirista e diretor Tony Gilroy já tinha mostrado muito talento para diretor após sua estréia na função em “Conduta de Risco”, onde foi até indicado ao Oscar. Em “Duplicidade” ele aborda o tema da espionagem com um lado mais cômico e romântico, mas sem deixar a seriedade de lado.

Ele tinha escrito o filme pensando em George Clooney para o papel principal, mas o ator abandonou o projeto e indicou Clive Owen para o personagem. Outro problema foi a gravidez de Julia Roberts, mas aí o diretor achou melhor esperar pela volta da atriz.

A história do filme fala de dois ex-espiões vividos por Owen e Roberts. Eles abandonam suas respectivas agências do governo, ele o MI6 e ela a CIA, para tentar dar um golpe no mercado privado e conseguir uma aposentadoria.

Uma boa comparação com o tema da história seria com o filme “Sr. e Sra. Smith”, mas aqui sem cenas de ação e violência e com muito mais seriedade. Uma boa classificação seria uma espécie de filme romântico de espionagem. Isso misturado com várias reviravoltas, bem ao estilo de “11 homens e um segredo”.

A estrutura narrativa do filme também contribui para o clima de espionagem e que ninguém é quem aparenta ser. A história é contada com a ajuda de alguns flashbacks para complementar a trama.

Alias apesar da história até parecer um pouco absurda, Gilroy conta que tudo que ele escreveu é baseado em histórias verídicas contadas a ele durante pesquisa. O único elemento que ele inventou foi o romance entre os personagens.

Além do ótimo roteiro, os atores também merecem destaque. Os protagonistas mostram bastante sintonia, que já tinha sido notada em outro trabalho juntos em “Closer”. Além deles os coadjuvantes também se destacam, principalmente Paul Giamatti que sempre rouba a cena quando aparece na tela. Alias a cena inicial de uma “luta” em câmera lenta entre ele e o personagem de Tom Wilkinson já vale o filme.
O resultado é um filme bacana, divertido e inteligente, que brinca de se levar a sério. Além disso comprova mais um vez o talento de Gilroy não só na direção, mas também mais uma vez como roteirista.
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