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domingo, 11 de outubro de 2009

Anticristo

Título Original: Antichrist (Dinamarca/Alemanha/França/Suécia/Itália, 2009)
Com: Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg
Direção e Roteiro: Lars Von Trier
Duração: 109 minutos


Nota: 2 (regular)

Os filmes do cineasta dinamarquês Lars Von Trier sempre fogem do cinema tradicional. Assistir seus filmes são verdadeiras experiências. Com “Anticristo” ele quis ir mais além ao exorcizar seus próprios demônios com um filme de terror.

O filme fala sobre a superação da dor. Um casal irá tentar se recuperar da morte do seu filho. Enquanto eles faziam sexo, a criança sobe numa mesa e acaba caindo pela janela. Essa cena inicial, o prólogo da história, toda filmada em preto e branco com câmera lenta é bastante bonita e intensa. Ela, a mãe, fica completamente perturbada e ele, o pai, é terapeuta e resolve tentar por conta própria tratar dela.

Apesar do ótimo início, o filme começa a se perder. O clima de drama começa a se misturar com o de suspense e terror. O comportamento da mulher começa a ficar cada vez pior.

A história vai se arrastando e o novo clima criado não parece fazer muito sentido. Muitas metáforas e muita conversa não convencem muito, tornando o filme até um pouco chato.

Como falei no início, os filmes do Von Trier sempre fogem do tradicional, mas aqui a coisa parece não funcionar. Ele resolve apelar para cenas mais fortes, explicitas e chocantes.

Bom, talvez quem não está acostumado com filmes tipo “Jogos Mortais” e coisas do tipo com certeza irá se chocar com essas cenas. Mas para esse que vos escreve tudo não passa de pura bobagem. A única diferença entre eles é o teor das cenas. Aqui as cenas envolvem os órgãos sexuais dos protagonistas, coisa que ‘Jogos’ não fez provavelmente para evitar a censura mais alta e com isso a molecada não ia poder vê-lo. Vá assistir “O Albergue” ou algo do tipo que é bem mais “chocante”.

O resultado é que a crítica ficou bastante dividida e o público também. Não tem meio termo, ou o filme é uma maravilha ou é uma porcaria. Bom, eu não diria que é uma porcaria, mas deixou muito a desejar. O diretor já conseguiu chocar e criar sensações bem mais interessantes em seus filmes sem precisar mutilar os órgãos sexuais de ninguém.

Assistam “Dançando no Escuro” ou “Dogville” que são bem mais “chocantes” e muito mais interessantes.
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