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sábado, 4 de setembro de 2010

Karate Kid

Título Original: Karate Kid (EUA, 2010)
Com: Jaden Smith, Jackie Chan, Taraji P. Henson, Wenwen Han, Rongguang Yu, Zhensu Wu, Zhiheng Wang, Jared Minns e Shijia Lü
Direção por Harald Zwart
Roteiro: Christopher Murphey
Duração: 140 minutos


Nota: 2 (regular)

Mais uma refilmagem chega aos cinemas. Agora foi a vez do clássico dos anos 80 “Karate Kid” a ganhar uma versão atualizada. A principal mudança foi a troca do Japão pela China, ou seja, kung-fu no lugar do caratê. Isso fez o título do filme mudar um tempo para “Kung-Fu Kid”, mas acabou gerando confusão então resolveram manter o nome original.

O básico da história continua. Menino se muda junto com a mãe, tem problemas com os garotos locais e acaba aprendendo uma arte marcial com o zelador que acaba virando o seu melhor amigo.

Apesar das semelhanças e das referências, o que falta mesmo ao filme é o carisma, principalmente dos personagens. Jaden Smith e Jackie Chan não funcionam bem juntos e não conseguem mostrar o mesmo laço de amizade criado por Ralph Macchio e Pat Morita no original.

O filme mais parece ter sido feito para promover a carreira de Jaden, afinal de contas seus pais (Will Smith e Jada Pinkett Smith) são os produtores do filme. E o menino até se esforça, mas não tem o mesmo carisma do pai.

Além disso, as mudanças em relação a história também não ajudam muito. Alias, poderia ter sido interessante o fato da mudança de país, uma nova cultura coisa e tal, mas a única coisa que preocupa o novo Daniel San, que agora se chama Dre, é o fato de ter levado uma surra dos garotos chineses. Viva a globalização do “bullying”!

Outro problema é novo Sr. Miyagi, agora batizado de Sr. Han interpretado por Jackie Chan. O ator é conhecido pelo seu carisma e habilidade em cenas de luta, mas aqui faz um personagem mais sério e melancólico dando um tom de drama talvez pesado demais para a história.

A “vibe” do kung-fu também é bem diferente do caratê. No filme original o personagem é tipo um Rocky Balboa versão adolescente, meio desacreditado, mas que aprende a essência da arte marcial e acaba conseguindo ganhar a luta. Na versão nova o treinamento é mais sério e o menino vira praticamente um Van Damme com direito até a escalar as pernas.

No final das contas o resultado é razoável, poderia até ter sido mais interessante, mas sem o carisma do original os defeitos acabam falando mais alto. Pode até servir para apresentar a história para as novas gerações, mas com certeza não vai ter o mesmo impacto do original. Se é para mudar para kung-fu, assista “Kung-Fu Panda” que é bem mais legal!
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