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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2

Título Original: Tropa de Elite 2 (Brasil , 2010)
Com: Wagner Moura, André Ramiro, Maria Ribeiro, Pedro Van Held, Irandhir Santos, Seu Jorge, Milhem Cortaz, Fernanda Machado e Tainá Müller
Direção: José Padilha
Roteiro: José Padilha e Bráulio Mantovani
Duração: 116 minutos

Nota: 5 (excelente)

O filme “Tropa de Elite 2” é o maior lançamento de um filme brasileiro desde a retomada do cinema nacional. O primeiro foi bastante prejudicado pela pirataria, mas um forte esquema de segurança foi montado para a continuação. O resultado é recorde de público nos cinemas. Tinha tempo que eu não via um movimento tão grande nos cinemas do público atrás de um filme, ainda mais um filme nacional. Pelo caminhar da história o filme tem tudo para ser uma das maiores bilheterias do cinema brasileiro.

O que esperar dessa continuação? A mesma violência, polêmica e novas frases para fazerem parte do vocabulário nacional. E não só isso, o diretor José Padilha conseguiu fazer um filme ainda melhor do que o primeiro.

Como o sub-título diz: “o inimigo agora é outro”. 15 anos após os eventos do primeiro filme, agora encontramos o capitão Nascimento em um novo momento. Ele agora é líder do BOPE e acaba indo parar na secretária de segurança do Rio de Janeiro. Lá ele irá encontrar uma maneira de acabar com o tráfico de drogas nas favelas, mas ele não contava que policiais corruptos iriam tomar o lugar dos traficantes no controle das favelas criando as milícias.

Dessa vez o alvo das críticas do filme não é apenas a classe média que financiava indiretamente o tráfico, mas sim o sistema por trás disso indo direto aos outros responsáveis que são os políticos. A história está um pouco mais complexa que o primeiro filme, mas não vão faltar cenas de ação com perseguições e tiroteios.

Além disso, a história é mais centrada no capitão Nascimento, que além de ter que lidar com essa nova situação em sua carreira ainda tem que lidar com sua família e seu relacionamento com seu filho adolescente.

O diretor José Padilha conseguiu junto com o roteirista Bráulio Mantovani criar uma história bastante realística e corajosa ao criticar a atual situação do Brasil. Padilha parece querer realmente explicar o que quis dizer com o primeiro filme aqui nessa continuação.

O resultado é um excelente filme, que consegue funcionar como entretenimento sem deixar a crítica de lado equilibrando muito bem o drama com cenas de ação e alívios cômicos. É realmente um marco do cinema nacional ao conseguir ser sucesso de crítica e público, além de criar um novo ícone do cinema nacional: o capitão Nascimento.
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