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quarta-feira, 13 de abril de 2011

U2 - 360º Tour

Abertura: Muse
10 de abril de 2011
Estádio Morumbi – São Paulo – SP

Comecei a gostar do U2 1997 após o lançamento do cd “Pop” após começar a ver uns clipes na Mtv. Pouco tempo depois a banda tocaria no Brasil pela primeira vez com sua Pop Mart Tour, mais uma mega turnê da banda, que eu vi apenas pela televisão. Depois de mais algumas passagens da banda pelo país, resolvi tentar conferir dessa vez a 360, ainda mais que teria de brinde o show de abertura do Muse (2ª vez que eu vejo a banda, veja como foi a 1ª). Como sempre rolou caos na venda de ingressos, então tive que apelar e me cadastrar no fã clube da banda para conseguir comprar ingresso pro 2º show no Brasil na pré-venda exclusiva do fã clube. Deu trabalho, mas valeu a pena.

Morumbi

Chegar no local do estádio foi um pouco complicado, mas nem tanto. Consegui chegar lá de táxi pegando um pouco de engarrafamento. Mas a localização do Morumbi é muito complicada, no meio de uma área residencial cheia de casas e ruas estreitas. O tempo estava chuvoso e parecia que a chuva ia atrapalhar o espetáculo. Entrar no estádio também foi tranquilo e logo de cara o palco chama a atenção pelo tamanho que ocupa quase metade do gramado.

Muse

Felizmente quando o Muse subiu ao palco a chuva já tinha dado uma trégua. A banda já está acostumada a fazer shows em estádios e para grandes platéias na Europa, mas aqui no Brasil não são tão famosos. Eles ao vivo são impressionantes, todos os 3 membros da banda são excelentes músicos. Com apenas 50 minutos pra tocar o repertório contou com apenas 8 músicas. A abertura com “Plug in Baby” já foi sensacional. Mostraram também 2 do último cd: “Resistance” e “Uprising”. E uma surpresa, um momento mais intimista com o cover de “Feeling good” de Nina Simone com Matt Bellamy tocando seu piano branco. No final ficou aquela sensação de quero mais e que mesmo que o show do U2 não fosse bom (algo meio improvável) já teria valido a pena.


360

A idéia do palco 360 é muito boa. Dessa forma cabe mais gente dentro do show (20% mais que o normal) e para a platéia fica mais fácil também de assistir o show. Tem umas passarelas e plataformas para a banda poder se mover durante o show e ficar mais próxima do público. Agora talvez se o palco girasse também em 360º ficasse ainda melhor, quem sabe numa próxima turnê ainda mais ambiciosa do U2. Os efeitos do palco, do telão coisa e tal, são legais, mas para quem já viu o Daft Punk ao vivo não teve assim um grande impacto. Alias, as turnês Zoo TV e Pop Mart tinham efeitos visuais mais legais.


U2

O U2 em cima do palco realmente é um espetáculo de rock. É incrível como a banda ao vivo é carismática, isso sem falar do desempenho. O repertório também é bem legal ao misturar os clássicos com as músicas mais novas. Esse show em especifico ainda foi histórico quando a turnê quebrou o recorde de mais lucrativa, passando a última turnê do Rolling Stones.

A banda subiu ao palco ao som de “Space Oddity” de David Bowie e começou o show com “Even better than the real thing”, música que entrou no repertório da turnê apenas na parte sul americana. E o show ainda contou com 2 surpresas. Tocaram “Out of control”, primeiro single do grupo, e também “Zooropa”, tocada completa pela primeira vez. Agradaram em cheio os fãs de carteirinha. Minhas únicas “birras” com o repertório é que não tocaram 2 músicas que eu gosto bastante e que vinham sendo tocadas: “I will follow” e “Hold me, thrill me, kiss me, kill me”. Mas tudo bem, o show foi bom o suficiente para eu deixar isso passar.

Como sempre Bono esbanjou simpatia e carisma ao se comunicar bastante com o público. Falou algumas coisas em português. A melhor foi “amanhã ninguém trabalha”, dizendo que falou com o governador de São Paulo que segunda seria o U2 day. Para quem não sabia inglês boa parte das coisas que ele falou foram traduzidas simultaneamente com legendas no telão.

O clima do show começou agitado e tiveram muitas músicas animadas que fizeram a platéia pular como “Elevation”, “Vertigo” e “Get on your boots”, mas também tiveram os momentos mais tranquilos com baladas como “One” e “Miss Sarajevo”. Talvez a banda tenha errado um pouco em optar por terminar o show meio num anti-clímax com músicas mais intimistas como “With or without you”, mas não chegou a comprometer o espetáculo. Acho que poderia ter acabado com uma música mais animada tipo “Beautiful day” ou “Sunday bloody sunday”, ambas presentes na apresentação.

Pronto, agora posso dizer que vi um show ao vivo do U2. Alias, mais do que um show, literalmente um espetáculo de rock em grandes proporções.

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