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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Rio - O Filme

Título Original: Rio (EUA , 2011)
Com: Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, Rodrigo Santoro, Leslie Mann, Jamie Foxx, Will.i.Am e Tracy Morgan
Direção: Carlos Saldanha
Roteiro: Don Rhymer
Duração: 96 minutos

Nota: 3 (bom)

O diretor brasileiro Carlos Saldanha deixa de lado a franquia “Era do Gelo” e resolveu fazer um filme para homenagear o seu país. “Rio – O Filme” talvez seja a maior homenagem que Hollywood já fez a uma cidade. Talvez a Fox tenha resolvido fazer isso após o Brasil ter reclamado bastante do episódio dos Simpsons chamado “Blame it on Lisa” (um dos melhores da série por sinal), como uma espécie de pedido de desculpas. E ainda foi bom para divulgar o país e o turismo as vésperas da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

Saldanha assumiu a franquia Era do Gelo em sua segunda e terceira parte, e em nenhum das duas tinham conseguido um resultado pelo menos tão divertido quando o primeiro filme. Aqui apesar de ainda não ter conseguido realizar um grande filme, pelo menos conseguiu garantir o fator diversão.

Apesar de todos os clichês da visão do Brasil retratados através de samba, futebol e carnaval, o visual da cidade do Rio ficou impressionante. É incrível a riqueza de detalhes.

O problema é que a história não tem nenhum grande atrativo ou novidade. Temos lá os bichos falantes e bonitinhos se envolvendo em aventuras com toques de romance e comédia. O elenco de vozes no original em inglês é muito bom com destaque para os protagonistas Jesse Eisenberg e Anne Hathaway. Legal também é a presença de Rodrigo Santoro, ator brasileiro de melhor carreira internacional até agora.

O filme abusa um pouco das fórmulas de animação da Disney inclusive colocando um elemento que não estava presente na Era do Gelo: as canções. Talvez isso justifique a presença de Will.i.Am (do Black Eyed Peas) e de Jamie Foxx (que também é cantor) em papéis de coadjuvantes. A trilha sonora poderia ter soado mais interessante, mas acaba parecendo música brasileira feita por gringos apesar da presença de Sergio Mendes e Carlinhos Brow.

No final das contas a animação garante a diversão para todas as idades, mas nada mais do que isso sendo facilmente esquecível. Além disso, era de se esperar uma visão um pouco menos clichê do Brasil já que o diretor é brasileiro. Mas parece que ele preferiu mostrar apenas o que os gringos querem ver, agradando também O Brasil para não criar situação parecida com a dos Simpsons. Ou então ele está precisando passar mais tempo no país.
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