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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

2 Coelhos

(Brasil , 2011)
Com: Alessandra Negrini, Caco Ciocler, Fernando Alves Pinto, Marat Descartes, Neco Vila Lobos, Roberto Marchese, Norival Rizzo, Thogun, Thaíde, Yoram Blaschkauer, Robson Nunes e Aldine Muller
Direção e Roteiro: Afonso Poyart
Duração: 106 minutos

Nota: 4 (ótimo)

O trailer de “2 Coelhos” me chamou muito a atenção e me convenceu a assistir o filme mesmo que não esperasse muito do resultado. Após ler comentários positivos já foi ainda mais animado ao cinema e realmente é um ótimo filme. Talvez eu esperasse mais ação e tiros estilo “Adrenalina”, mas o filme está mais para uma versão brasileira de filmes de Guy Ritchie.

O diretor e roteirista Afonso Poyart utilizou várias técnicas de cinema em seu filme, provavelmente usou tudo que conseguiu aprender na faculdade. Então temos cortes rápidos e ágeis misturados com bons efeitos especiais, câmera lenta e até animação simulado um jogo de videogame e animes japoneses.

Mas toda essa mistura não daria certo se ele não contasse uma boa história. O roteiro é bem interessante e nele temos Edgar (Fernando Alves Pinto) que é o protagonista e narrador. Ele vai contando aos poucos seus planos que envolvem vingança pessoal, política e o crime organizado. Tentar explicar mais do que isso pode estragar a trama.

O elenco é bom e foi bem dirigido. Tem participações interessante como a de Thaíde como um dos bandidos. Fernando consegue segurar bem o papel de protagonista da história. Alessandra Negrini traz sua beleza e também uma boa atuação.

Outro ponto interessante é a trilha sonora que mistura bem músicas internacionais e nacionais, principalmente rock com nomes como Titãs, na sua melhor fase, e Radiohead. A única música que me incomoda é “Kings & Queens” do 30 Seconds to Mars, que inclusive toca no trailer também, por já ter sido utilizada em outros filmes e acaba soando meio clichê, mas tudo bem.

Com apenas 4 milhões de Reais Poyart conseguiu realizar um filme muito bom com claras influências do cinema principalmente americano, mas nem por isso a trama deixou de soar bastante brasileira com elementos como corrupção política. É bom ver o cinema nacional investindo em outros gêneros que não sejam comédia ou que soem como as novelas da televisão. Sem dúvidas “Tropa de Elite” foi o marco dessa mudança. Espero que mais filmes nessa linha policial e de ação continuem surgindo por aqui.
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