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segunda-feira, 22 de julho de 2013

O Homem de Aço

Título Original: Man of Steel (EUA , 2013)
Com: Henry Cavill, Diane Lane, Amy Adams, Michael Shannon, Kevin Costner, Ayelet Zurer, Russell Crowe, Harry Lennix, Lawrence Fishburne, Christopher Meloni, Antje Traue e Richard Schiff
Direção: Zack Snyder
Roteiro:  David S. Goyer, história de Christopher Nolan e David S. Goyer
Duração: 143 minutos

Nota: 1 (ruim)

Após o sucesso da trilogia do Batman de Christopher Nolan a Warner deu a ele o direito de levar outro grande herói da DC para os cinemas: o Super-Homem. Uma tarefa complicada que ele delegou a Zack Snyder, que também já tem experiência em adaptar quadrinhos para o cinema (Watchmen300). A última aventura do Superman em 2006 comandada por Brian Singer (Superman - O Retorno) não quis arriscar muito e se manteve no mesmo estilo dos primeiros filmes do personagem, principalmente o 1º dirigido por Richard Donner. Mas em “O Homem de Aço” iremos acompanhar uma nova visão da origem do herói.


Snyder faz de tudo para não parecer ele mesmo na direção sem utilizar seu “estilo” cheio de câmeras lentas e coisas do tipo. Já Nolan tenta colocar um pouco do seu “realismo” e seriedade. Mas como diria o Coringa, vilão do Batman, em “O Cavaleiro das Trevas”: why so serious? (por que tão sério?). Na verdade isso poderia até ter funcionado com uma exploração do mito do personagem, sua relação entre humano e alienígena, mas no final das contas isso não é usado de maneira eficiente e convincente.

O filme começa mostrando mais uma vez a origem do personagem a começar pela destruição do seu planeta natal Krypton quando seus pais biológicos o mandam para a Terra. Depois a trama fica alternando entre o presente de Clark Kent em busca de respostas a flashbacks do passado para mostrar um nostálgico e melancólico passado do personagem.
Eis que de repente Clark encontra suas respostas, seu uniforme e pronto, se transforma no Homem de Aço. Só que ele não tem muito tempo para treinar. O general Zod chega com sua equipe ao planeta Terra e exige que ele se entregue, senão irá destruir o planeta.

Aí a 2ª metade do filme são apenas as cenas de ação que são extremamente barulhentas (o filme mais BARULHENTO que eu já vi na vida) e longas, talvez para compensar a falta delas na 1ª parte. E o que não falta é exagero. Uma mistura de filmes de Michael Bay (Transformers) com Roland Emmerich (Indepence Day) com vários lugares sendo destruídos começando com Smallville e depois se estendendo a Metrópolis.
As vezes as mudanças na adaptação dos personagens para um novo “universo” como foi feito com o Batman funcionam, mas essa nova visão do Superman me desagradou. O filme não consegue nessa nova origem mostrar a evolução do que levou Clark Kent a assumir a responsabilidade de herói. Aqui ele simplesmente tem que resolver um problema que ele mesmo causou.

O elenco foi muito bem escolhido, mas o roteiro não da muitas oportunidade a eles. Henry Cavill ficou bem personalizado com o novo uniforme, mas não fala muito a ponto de causar empatia e carisma. Amy Adams (O Mestre) é uma boa Lois Lane, talvez até a mais bonita, mas o personagem é utilizado de maneira muito forçada para estar presente em todos os momentos importantes da história que ficou muito bizarro. O vilão General Zod é bem interpretado por Michael Shannon (Foi Apenas Um Sonho), mas em alguns momentos soa mais exagerado do que o necessário. Os pais adotivos de Clark vividos por Diane Lane e Kevin Costner estão bem, mas seus momentos de flashback não funcionam tão bem quanto deveriam. E por final Russell Crowe (Os Miseráveis), com o pai biológico do Superman, talvez apareça até demais no filme e suas explicações são detalhadas demais. Resumindo, eles são muito mal aproveitados.
Enfim, eu poderia continuar aqui reclamando de muitos outros problemas, mas acho que vocês já entenderam o que eu achei do filme. Tinha muito potencial com esse incrível personagem, que eu nem sou tão fã assim. E a presença de Nolan na produção prometia muito, mas ele não conseguiu acertar. Não sei nem se posso simplesmente culpar a direção de Zack Snyder, ele até tenta fugir dos seus próprios clichês de direção, mas também não funciona. É uma pena, eu tinha muita esperança com esse filme.
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