segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Ninfomaníaca - Parte 1

Título Original: Nymphomaniac - Volume I (Dinamarca, Alemanha, França, Bélgica, Reino Unido, 2013)
Com: Charlotte Gainsbourg, Stacy Martin, Stellan Skarsgård, Uma Thurman, Christian Slater, Connie Nielsen e Shia LaBeouf
Direção e Roteiro: Lars von Trier
Duração: 118 minutos


Nota: 4 (ótimo)

Ninfomaníaca - Parte 1” é sem dúvidas o filme mais interessante do diretor Lars von Trier desde “Dogville”. E é também um dos mais “pop”, tanto no conteúdo quanto na estética. Muito se falou de quanto o filme seria polêmico e contaria com cenas de sexo explícito com 5 horas de duração.

No final das contas o diretor dividiu o filme em 2 partes de 2 horas e deixou que editassem as partes mais explícitas. Supostamente depois uma versão do diretor será lançada e exibida em festivais e não se sabe se vai ser exibida comercialmente nos cinemas ou apenas lançado em home video. 
 
Ainda sim sobraram cenas de sexo e aparentemente se elas fossem mais longas poderiam deixar o filme menos dinâmico e até chato e cansativo. Isso sem contar que o elenco principal de atores conhecidos usou dublê de corpo nas cenas explícitas, então já perde um pouco da graça. 
 
Então a não ser que você ache que um pênis entrando numa vagina seja algo polêmico, o filme não tem nada de polêmico. Mas tem é claro de provocador, como os filmes de Lars von Trier sempre são.

Conheceremos a história de Joe (Charlotte Gainsbourg na versão adulta e Stacy Martin na versão jovem), uma mulher que como o próprio nome do filme diz é uma ninfomaníaca. Um senhor chamado Seligman (Stellan Skarsgård) encontra Joe caída no chão e resolve ajudá-la. Ele a leva para casa e ela resolve contar a história da sua vida e de como ela é um ser humano imprestável.

A maneira como a trama é narrada em flashback é cheia de referências pop. Por exemplo, Seligman fala sobre sua paixão por pesca e Joe conta um trecho de sua história fazendo referência a pescaria. Lars von Trier está muito pop, como falei no início, e em alguns momentos parece ter se inspirado um pouco em Quentin Tarantino (até dividiu o filme em 2 tipo Kill Bill).

O filme é basicamente um estudo da personagem e de como o seu vício em sexo influenciou na sua vida. Supostamente é o último capítulo da “trilogia da depressão” composta por “Anticristo” e “Melancolia”, e por enquanto é o mais interessante dos 3.
O final dessa 1ª parte é meio óbvio e sem graça se tratando de filmes sobre viciados em sexo (Shame), mas como ainda é a metade da história vamos aguardar a 2ª. Por enquanto o negócio está caminhando muito bem, apesar do final, mas eu deixaria até a nota de avaliação em aberto para uma avaliação final após a 2ª parte.

Durante os créditos algumas cenas da 2ª parte são exibidos e o negócio parece que vai ser bom. Vamos aguardar.

5 comentários:

Tucha disse...

Achei o filme interessante, mas a divisão em cápitulos, subtítulos e cheio de explicações digamos assim "didáticas" das referências que ele usa como pescaria, matemática, música polifônica podem até tornar o filme mais pop mas fica um tanto retalhado demais... Entretanto dá espaço para muitas e muitas conversas.

Andrei Macedo disse...

O Título que está no Ocioso é simplesmente foda. Disse tudo!

upsidedownwalker disse...

Acho que a produtora é a BRAZZERS, eles são excelentes!

tiago ramal disse...

Estou tentando assistir este filme faz tempo, não acho em lugar nenhum.
Alguma sugestão? Obrigado.

Marcio Melo disse...

Discordo em relação a ser o filme mais interessante do diretor desde Dogville, Melancolia é melhor que Ninfomaníaca, em minha opinião.

Gostei do que assisti, principalmente da forma como ele brinca (nos capítulos) com a história da ninfomaníaca sendo comparada a coisas como pesca ou matemática heehhe.