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segunda-feira, 16 de março de 2015

Kingsman: Serviço Secreto

Título Original: Kingsman: The Secret Service (EUA, Reino Unido, 2015)
Com: Colin Firth, Samuel L. Jackson, Mark Strong, Taron Egerton, Michael Caine, Sophie Cookson, Sofia Boutella e Mark Hamill
Direção: Matthew Vaughn
Roteiro: Jane Goldman e Matthew Vaughn
Duração: 129 minutos

Nota: 5 (excelente)

Os filmes de agente secreto ficaram bem sérios nos últimos anos graças a franquias tipo “Identidade Bourne” com Jason Bourne. Tanto que influenciaram programas de tv como “24 Horas” com seu Jack Bauer e até mesmo o grande nome do gênero, James Bond. A franquia 007 ganhou um novo estilo a partir de “Cassino Royale”. Gosto bastante dessa novo tom mais sério e realista. Os filme de Bond, principalmente nos anos 80, chegaram num nível muito absurdo de exagero. Mas Mark Millar resolveu ao mesmo tempo homenagear e satirizar os filmes de espiões ao fazer a HQ “Kingsman: Serviço Secreto” lançada em 2014 e que já ganhou versão no cinema pelas mãos do diretor Matthew Vaughn, que já tinha adaptado “Kick-Ass” (também HQ de Millar) para a tela grande.


Aqui as regras e clichês de filmes de agente secreto estão todos presentes de armas e engenhocas como guarda chuvas que dão tiro até um vilão megalomaníaco com um plano absurdo para dominar o mundo. 

Kingsman é um tipo de agência secreta que trabalha para proteger o mundo. Harry Hart (Colin Firth) é um agente veterano que precisa recrutar, ou melhor, indicar um novo candidato para entrar para a organização. Ele chama o jovem Eggsy (Taron Egerton) que apesar de talentoso acabou desperdiçando oportunidades na vida. O problema é que ao mesmo tempo surge Richmond Valentine (Samuel L. Jackson), um bilionário filantropo que na verdade esconde um plano envolvendo lideres mundiais para “dominar” o mundo.
A trama então acaba misturando o treinamento de Eggsy para entrar no Kingsman, e com isso apresentar ao público a agência com sua engenhocas e modo de trabalho, enquanto em paralelo Harry investiga os planos de Valentine. Ou seja, ainda pega mais um clichê do gênero ao mostrar o veterano ensinando o jovem aprendiz. Não faltam também referências aos filmes de espião e piadas a respeito dos clichês.

Esse acaba sendo o principal motivo do sucesso do filme ao brincar com os absurdos sem se levar muito a sério. Misture isso com boas cenas de ação e de luta sem vergonha de serem violentas e exageradas (a cena da igreja é sensacional), pronto, temos a fórmula do sucesso. Ainda mais para pessoas que são fãs do gênero que irão se divertir com as piadas e referências.

O elenco também é muito bom. Colin Firth surpreende como herói de cenas de luta e ação misturando bem o lado sério e cômico do seu personagem. Samuel L. Jackson também está sensacional como o vilão que tem língua presa e não pode ver sangue, além de ser assumidamente megalomaníaco. E o jovem Taron Egerton mostra talento, carisma e um futuro promissor. 
O resultado é um dos filmes mais divertidos do ano que brinca e faz homenagem ao mesmo tempo com os espiões funcionando tanto como paródia como um próprio filme do gênero. O diretor Matthew Vaughn deixou a direção de “X-men - Dias de um Futuro Esquecido”, continuação de "X-Men - Primeira Classe" que ele dirigiu, para assumir um trabalho diferente e acertou bastante na escolha.
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