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quinta-feira, 30 de abril de 2015

O Ano Mais Violento

Título Original: A Most Violent Year (EUA, 2014)
Com: Oscar Isaac, Jessica Chastain, Albert Brooks, David Oyelowo, Alessandro Nivola, Elyes Gabel, Catalina Sandino Moreno, John Procaccino, Glenn Fleshler e Jerry Adler
Direção e Roteiro: J.C. Chandor
Duração: 125 minutos

Nota: 4 (ótimo)

O diretor J.C. Chandor situa suas histórias de ficção dentro de um contexto real. Em “Margin Call” ele mostrou a crise dos bancos de investimentos nos EUA em 2008. Aqui em “O Ano Mais Violento” iremos para Nova York em 1981. Esse foi ano em que as estatísticas de crimes chegaram ao pior nível na cidade, daí o título. Mas não espere aqui uma história sobre crimes e violência. Temos uma história que de certa forma ironiza o sonho americano.


Abel (Oscar Isaac) é um imigrante dono de uma empresa de distribuição de combustível. Ele está prestes a fechar a compra de uma propriedade na mão de especuladores judeus para expandir seus negócios. O problema é que os caminhões de transporte da sua companhia tem sofrido assaltos. Para piorar a situação a empresa também está prestes a ser investigada pela justiça. Ele quer que sua empresa seja a mais ética possível dentro do ramo que ela trabalha, mas vai perceber que fazer as coisas da maneira correta não é nada fácil.

Em muitos momentos o filme lembra um filme de mafiosos, mas sem a violência tradicional do gênero. O protagonista quer resolver tudo de maneira pacífica e ética. O problema é ele conseguir convencer sua esposa (Jessica Chastain), seu advogado (Albert Brooks), o procurador que está investigando sua empresa (David Oyelowo) e seus concorrentes de que isso é possível. Os conflitos não se resolvem de maneira física, mas sim psicológica (pelo menos na maioria deles).

Chandor vai construindo aos poucos e de maneira muito boa a trama e apresentando seus personagens. Nada é gratuito e ele não usa recursos fáceis como flashbacks. Durante as conversas vamos conhecendo mais detalhes sobre os personagens.

A grande “piada” do filme é justamente ironizar o sonho americano ao mostrar um imigrante tentando construir sua empresa da maneira mais correta possível e descobrir que isso não é uma tarefa nem um pouco fácil. A violência não é mostrada de maneira física, mas sim moral de uma certa forma. O mais interessante é justamente situar a história nesse período problemático da história da cidade de Nova York que da uma nuance muito boa na trama como pano de fundo para os acontecimentos.
O filme comprova o talento do diretor J.C. Chandor, também como roteirista e na direção de elenco, que também merece elogios. A parte técnica como a fotografia e reconstituição de época, principalmente no figurino, também é muito boa. E sim, iremos aprender como não é nada fácil colocar o sonho americano em prática.
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