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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Chris Cornell

Chris Cornell é mais conhecido pelo seu trabalho na banda Soundgarden, mas ele já participou de outros projetos musicais como Audioslave e Temple of the Dog. Ele também tem discos solos e sua turnê atual divulga seu último trabalho chamado “Higher Truth”.

Essa é a segunda apresentação solo dele em formato voz e violão, no Brasil. A primeira foi no festival SWU. Só que desta vez ele se apresentou em local mais apropriado para uma performance mais intimista, onde o público permaneceu sentado. O Citibank Hall foi uma ótima escolha de lugar, apesar da péssima localização.

No palco, Cornell aproveita a atmosfera intimista para conversar bastante com a plateia. Muito à vontade, o artista visitou a própria carreira toda durante a performance e aproveitou para cantar algumas músicas de outros artistas que ele admira como Prince (Nothing Compares 2 U), Bob Dylan (The Times They Are A-Changin'), Led Zeppelin (Thank You) e Bob Marley (Redemption Song). Mas, dentre os covers, o melhor foi de "Billie Jean", de Michael Jackson, que Cornell inclusive chegou a regravar em um de seus discos solo.

Em quase todas as músicas estava o músico Bryan Gibson. O multi-instrumentista contribui tocando teclado, banjo e violoncelo. Sua presença ajudou bastante a dar um arranjo mais encorpado, diferente e interessante às canções do espetáculo.
Os melhores momentos  com foram com as próprias canções de Cornell. As músicas do disco “Higher Truth” foram bons destaques. Ele tocou, ao todo, seis músicas de autoria própria, abrindo a apresentação com “Before We Disappear” e fechando com a canção que dá nome ao disco.

As músicas que mais empolgaram foram as do Soundgarden. “Black Hole Sun” funcionou muito bem com voz e violão. Já com “Rusty Cage”, Cornell teve uma boa ideia e usou o arranjo feito pelo cantor Johnny Cash. Ficou diferente, mas funcionou melhor no formato acústico. Em “Blow Up the Outside World” ele aproveitou para fugir do formato da apresentação e usou um pedal de efeitos na voz e no violão, finalizando a canção de um jeito bem psicodélico, sensação reforçada pela iluminação.

Em seguida no nível de empolgação ficaram as músicas do Audioslave. E foi interessante notar como todas funcionam muito bem em versões voz e violão. Ficaram bem próximas das versões originais.
Já o Temple of the Dog esteve presente em três músicas e com certeza o grande destaque ficou com “Hunger Strike”. Na versão original ele divide os vocais com Eddie Vedder, do Pearl Jam, mas nesta performance ele se virou bem sozinho e o público ajudou na segunda voz.

Em pouco mais de duas horas de apresentação Chris Cornell mostrou toda a sua versatilidade ao fazer um passeio por toda a sua carreira. O show foi uma boa oportunidade de vê-lo ao vivo em um formato diferente dos seus projetos musicais. Sua performance foi impressionante e ele mostrou que sua voz continua muito boa.

* Texto revisado por Elaine Andrade

Dia: 11 de Dezembro de 2016
Local: Citibank Hall - São Paulo - SP
Fotos tiradas por mim, mais no link

Setlist:
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