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quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Fonte da Vida

Título Original: The Fountain (2006)
Elenco: Ellen Burstyn, Hugh Jackman e Rachel Weisz
Diretor: Darren Aronofsky
Duração: 97 minutos

O filme “Fonte da Vida” chegou perto de não ser concluído. Isso por causa da desistência do ator Brad Pitt alegando diferenças criativas com o diretor Darren Aronofsky (“Pi” e “Requiem para um sonho”). Com isso a atriz Cate Blanchett também desistiu do projeto e o estúdio resolveu não produzir mais o filme por causa dos problemas e do orçamento de 75 milhões de dólares. Então Aronofsky resolveu re-escrever o roteiro de maneira mais “enxuta” para reduzir os custos. Essa nova versão acabou caindo nas mãos de Hugh Jackman, que topou participar, juntando-se a ele a atriz Rachel Weisz (vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo filme “Jardineiro Fiel”).

Confesso que sou fã dos filmes anteriores de Aronofsky e estava com uma expectativa muito grande em relação a esse novo, mesmo depois de ter lido algumas críticas negativas. Alias, graças a elas fiquei ainda mais curioso para assistir.

A história tem muitas referências históricas e bíblicas, lendas de povos antigos (Maias), simbolismo, universos paralelos, num clima bastante esotérico. Tudo isso por causa da busca da “árvore da vida” (ou a fonte da vida do título traduzido). O ser humano sempre está em busca da vida eterna, desde o início dos tempos. Então em 3 histórias paralelas, a trama tenta fazer uma reflexão sobre isso em 3 épocas diferentes sendo uma no passado, uma no presente e outra no futuro.

Os problemas começam justamente por causa desse excesso de referências. O diretor transforma uma história aparentemente simples num jogo de edição “complicado” tentando fazer o espectador “pensar”. A simplicidade da história é substituída por esse monte de simbolismo, tentando esconder de alguma forma a fragilidade da história. Depois de tantas idas e vindas, tantos elementos, vem uma conclusão bastante “simples”. Fica a impressão de um certo excesso de ambição em tentar contar muita coisa e no final das contas não ter dito nada. Não sei ambição seria a palavra certa, mas talvez seja a mais adequada.

Apesar disso a história acaba sendo até bonita de certa forma, principalmente por causa do visual bem rico e interessante. Fora isso outro destaque é a atuação de Hugh Jackman. Ele prova que é um ator bastante diversificado e talentoso, sendo com certeza um dos grandes destaques de 2006. Mesmo assim não salva o filme do desastre.

Talvez se o filme fosse menos pretensioso poderia ter sido melhor. Ou então se tivesse conteúdo e correspondesse a tudo que ele pretendia ser. Acabei até fazendo uma piada dizendo que o problema dele é ser “Paulo Coelho” demais, se é que você me entende. O resultado final é que acabou não correspondendo as minhas expectativas sendo bastante decepcionante.
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