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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Sucker Punch - Mundo Surreal

Título Original: Sucker Punch (EUA, Canadá , 2011)
Com: Emily Browning, Abbie Cornish, Jena Malone, Vanessa Hudgens, Jamie Chung, Carla Gugino, Jon Hamm, Scott Glenn, Oscar Isaac, Vicky Lambert, Ron Selmour, Danny Bristol e Malcolm Scott
Roteiro: Zack Snyder e Steve Shibuya
Direção: Zack Snyder
Duração: 110 minutos

Nota: 1 (ruim)

Não sei se foi a Warner ou se foi o próprio Zack Snyder que resolveu se referenciar como “visionário” na divulgação de seus filmes. Após ter feito uma refilmagem (“Madrugada dos mortos”, seu melhor trabalho) e algumas adaptações de Hqs (“300” que é bacana e o regular “Watchmen”) chegou a hora dele fazer seu primeiro trabalho totalmente autoral. Temos então “Sucker Punch - Mundo Surreal”.

O trailer parecia interessante ao mostrar um grupo de mulheres com pouca roupa num mundo de fantasia dando tiro e porrada. Me senti enganado durante a sessão ao descobrir que na verdade trata-se de um “drama pscicológico” (!?).

Na trama Baby Doll (Emily Browning) é um jovem de 20 anos que é colocada injustamente num hospício por seu padastro. Para sobreviver ela cria fantasias para fugir da sua existência. Então ela imagina que está numa especie de cabaré. Para fugir desse lugar ela e mais outras meninas precisam cumprir algumas missões. Aí é que começam os tiros. Doll tem que dançar para distrair os clientes enquanto as outras correm atrás do objetivo real. Só que para dançar ela imagina cenas de lutas e tiros. E aí, entendeu?

O negócio acaba virando uma mistura de musical tipo “Moulin Rouge”, com filmes de David Lynch e filmes de ação, mas erra em todos os gêneros. A direção de elenco é muito fraca, então a meninas não conseguem dar conta do “drama” da história. Toda a viagem psicológica é tão superficial e raza que dá até pena. Então quando chega na parte da ação, onde ele poderia compensar, acaba sendo a pior parte. Cenas chatas, cheias de estilo e efeitos especiais sem graça. O resultado é um completo desastre.

Eram justamente nessas cenas de ação que o filme deveria funcionar. Supostamente enquanto a Doll está “dançando” e nos acompanhamos cenas de ação no lugar, os homens que estão vendo a “dança” ficam impressionados e excitados com a performance da moça. Então supostamente deveríamos sentir o mesmo nas cenas de ação, mas o diretor não consegue tirar nenhuma sensualidade das suas protagonistas. Uma pena ver um desperdício desses na tela.
No final das contas o “visionário” Snyder tentou ser autoral e entregou o seu pior filme até agora. Para completar seu próximo trabalho é um novo filme do Superman. Depois desse filme minhas esperanças desse projeto são quase nulas. Mas vamos ver se voltando a parte de “adaptações” ele consegue se dar melhor.
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