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domingo, 10 de julho de 2011

Jogo de Poder

Título Original: Fair Game (EUA , 2011)
Com: Naomi Watts, Sean Penn, Ty Burrell, Brooke Smith, Thomas McCarthy, Jessica Hecht, Noah Emmerich, Bruce McGill e Sam Shepard
Direção: Doug Liman
Roteiro: Jez Butterworth e John-Henry Butterworth baseados nos livros de Valerie Plame e Joseph Wilson
Duração: 108 minutos

Nota: 4 (ótimo)

O diretor Doug Liman deixa os filmes de ação de lado (“Sr. e Sra. Smith”, “A identidade Bourne”) e realiza o trabalho mais sério de sua carreira: “Jogo de Poder”. Ele reuniu os atores Sean Penn e Naomi Watts, que atuam juntos pela 3ª vez (“21 gramas” e “O assassinato de Richard Nixon”), para realizar um thriller político baseado em fatos reais ocorridos durante o recente governo Bush.

A história começa um pouco complicada, mostrando uma investigação da CIA comandada por Valerie Plame (Watts) sobre a existência de armamento nuclear no Iraque. Ela acaba pedindo ajuda a seu marido diplomata Joseph (Penn) que tem experiência política com o Níger, país que supostamente teria vendido componentes químicos para fins nucleares ao Iraque.

A investigação conclui que não existem armas nucleares no Iraque, mas o governo dos EUA decide iniciar a guerra contra o país mesmo assim. Revoltado, Joseph escreve um editorial para um jornal contando sua versão da história. Aí começa um confronto entre ele e o governo que acaba com um golpe baixo: o cargo secreto de Valerie é revelado ao público.

Começa então uma mistura de drama político com familiar mostrando as conseqüências da guerra entre o governo dos EUA e Joseph. A parte política é com certeza o grande destaque do filme, mas a parte familiar também ganha força graças às ótimas atuações de Penn e Watts que mostram mais uma vez uma grande sintonia.

O filme é um ótimo retrato do ocorrido e o tema continua ainda bastante atual. Agora talvez ele acabe funcionando apenas para quem já tenha bons conhecimentos sobre o ocorrido e não tenha tanto impacto para conseguir ser mais abrangente e alcançar um público maior. Mesmo assim o resultado é muito bom e uma ótima surpresa desse lado mais sério do diretor Doug Liman.
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