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sábado, 10 de setembro de 2011

Os Agentes do Destino

Título Original: The Adjustmen Bureau (EUA , 2011)
Com: Matt Damon, Emily Blunt, Anthony Mackie, John Slattery, Michael Kelly e Terence Stamp
Direção e Roteiro: George Nolfi
Duração: 106 minutos

Nota: 4 (ótimo)

Confesso que quando vi o trailer de “Os Agentes do Destino” a impressão não foi muito boa. Parecia ser mais um filme de ficção cientifica, ainda mais que sua história é baseada num conto de Philip K. Dick (famoso autor de ficção científica que já teve inúmeros contos e livros adaptados ao cinema, alguns muito bons como “Blade Runner” e outros bastante ruins). Mas após ver algumas boas críticas, resolvi assistir e me surpreendi com o resultado.

Na verdade o filme é uma história de amor com o pano de fundo de ficção científica. E para uma história romântica funcionar o principal elemento é a química entre o casal protagonista funcionar. No caso Matt Damon e Emily Blunt realmente fazem um ótimo trabalho e entregam um casal que realmente parece ter sido feito um para o outro.

Damon vive David Norris, um candidato a senador que após um encontro casual com Elise (Blunt) tem uma inspiração para um discurso que salva sua carreira após ter perdido a eleição por causa de um escândalo. Ele fica bastante interessado na moça, mas aí surgem uns homens dispostos a impedir de qualquer jeito que eles fiquem juntos. Eles são os tais “agentes do destino” do título que tem que manter o “plano” traçado para os protagonistas.

Começa então o clima de mistério e iremos tentar entender e descobrir junto com David quem são essas pessoas e por que eles querem manter o casal separado. Mas falei no início, essa parte de mistério e paranóia é apenas o pano de fundo. O tema principal mesmo é o amor e o quanto o protagonista está disposto a lutar para ficar com a mulher que ele acredita ser o seu grande amor.

Nessa parte romântica o filme funciona muito bem como um bom drama. Ainda mais com um ótimo trabalho dos protagonistas. O diretor George Nolfi estréia bem na direção após um trabalho regular como roterista (“O Sentinela”, “O Ultimato Bourne”) e consegue explorar bem os clichês do gênero entregando uma boa história que consegue ficar um pouco acima do lugar comum.

Talvez o final não tenha um grande impacto com um discurso meio “auto-ajuda” e o roteiro tente em alguns pontos explicar demais os motivos dos agentes, mas mesmo assim o resultado final ainda é bastante interessante.
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