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domingo, 29 de julho de 2012

Aqui é o meu lugar

Título Original: This Must Be The Place (EUA, 2011)
Com: Sean Penn, Frances McDormand, Judd Hirsch, Eve Hewson, Kerry Condon, Harry Dean Stanton, Joyce Van Patten, David Byrne, Olwen Fouere, Shea Whigham, Liron Levo, Heinz Lieven e Simon Delaney
Diretor: Paolo Sorrentino
Roteiro: Paolo Sorrentino e Umberto Contrarello
Duração: 118 minutos

Nota: 2 (regular)

Quando vi uma foto de divulgação do filme “Aqui é o meu lugar” com Sean Penn transformado em um rockstar gótico dos anos 80 já velho fiquei bastante interessado em conferir. Isso porque eu achava que iria ter boas referências musicais e coisas da época. Infelizmente não é bem sobre isso que o filme fala.
Na trama temos Cheyenne (Penn), um antigo e aposentado rockstar na casa dos 50 anos que vive na Irlanda com o dinheiro dos royalties de suas músicas. A morte do seu pai o leva de volta a Nova York, onde descobre que o pai tinha uma obsessão em encontrar um antigo nazista que tinha humilhado-o na 2ª guerra em busca de vingança. Cheyenne resolve então pegar a estrada em busca de pistas.

A história até começa bem ao mostrar o dia a dia da vida Cheyenne. Ele até conhece uns garotos de uma banda que querem que ele produza o disco. Mas aí tudo muda completamente quando o personagem segue pela estrada e o filme vira um “road movie” meio sem graça com o nazismo como tema de fundo.

Uma pena já que o personagem Cheyenne é bem interessante. Se tivesse seguido pelo caminho musical talvez o filme tivesse sido bem mais legal. Ou talvez se eu soubesse que a história caminharia para esse lado nem teria arriscado assistir, mesmo com a presença de Penn como protagonista.

Se bem que o filme até tem uma referência pop a música quando Cheyenne encontra com David Byrne (interpretado por ele mesmo) numa conversa que parece meio perdida no meio da história.
O filme acaba caindo em muitos clichês ao mostrar a jornada do personagem em busca do seu passado, o elo com o pai que foi quebrado quando ele entrou no mundo da música e coisas do tipo, mas sem nunca se aprofundar o bastante. O estilo “exótico” do personagem acaba não servindo para muita coisa já que a trama caminha em lugar comum. Uma pena!
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