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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Rock of Ages - O Filme

Título Original: Rock of Ages (EUA , 2012)
Com: Tom Cruise, Julianne Hough, Diego Boneta, Alec Baldwin, Russell Brand, Catherine Zeta-Jones, Paul Giamatti, Malin Akerman, Bryan Cranston, Mary J. Blige e Constantine Maroulis
Direção: Adam Shankman
Roteiro: Justin Theroux, Chris D'Arienzo e Allan Loeb
Duração: 123 minutos

Nota: 4 (ótimo)

Rock of Ages – O Filme”, baseado no musical de mesmo nome, não deve ser levado a sério. O próprio espetáculo começou de uma ideia de resgatar a nostalgia das músicas dos anos 80 sem se preocupar muito com uma história a ser contada. Ao ser transportado para a Broadway ele precisou ganhar uma história. 

O diretor Adam Shankman foi a pessoa certa para comandar essa adaptação para o cinema. Muitos elementos do seu filme anterior “Hairspray” se parecem com esse novo trabalho: elenco com nomes novos e veteranos, retratar uma época específica e um ator coadjuvante que rouba a cena. 

Sai John Travolta e entra Tom Cruise. Sem Tom o filme não teria como dar certo. Seu personagem é Stacey Jaxx, um roqueiro problemático que é uma mistura de Axl Rose e Bon Jovi. Ele é a alma do filme e sem dúvidas é responsável pelos melhores momentos do musical. 

Infelizmente ele não é o personagem principal, que ficou por conta do casal vivido pelos novatos no cinema Diego Boneta (popstar latino do Rebeldes) e Julianne Hough (estrela da música country). E ao abusar de clichês na construção de personagens sem força e apelo que temos o principal defeito do filme. Dentre outros personagens mais interessantes os mais sem graça acabam sendo as estrelas da trama.

Mas voltemos a parte musical, que é a mais importante do filme. O estilo do musical é uma mistura de “Mouling Rouge”, ao misturar clássicos da música pop (no caso o rock dos anos 80) para ilustrar os momentos dos personagens, com uma roupagem musical meio parecida com o seriado Glee. O resultado é muito bom! Fica até difícil em alguns momentos não cair na tentação de cantar junto com os personagens (a não ser que você tenha ido a uma sessão “Sing Along”, ou Cante Junto em bom português, aí tava liberado).

O visual do filme também é bem interessante, afinal de contas os exageros de visual, estilo e figurino são a grande marca dos anos 80. O diretor consegue retratar o clima de sexo, drogas e rock´n roll de maneira inteligente e sem apelações resultando em algo que pode até ser exibido numa Sessão da Tarde sem problemas.
Como eu falei no início, o filme não deve ser levado a sério. Ele não é muito fiel aos fatos da época. Na verdade é mais uma bela homenagem e brincadeira com o gênero do que um retrato fiel do mesmo. Uma fantasia bem divertida que irá agradar principalmente os fãs da época, com ótimas canções e personagens bem legais, mesmo que a trama do casal de protagonistas atrapalhe e comprometa um pouco o resultado final.
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