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sábado, 12 de janeiro de 2013

As Aventuras de Pi

Título Original: The Life of Pi (EUA , 2012)
Com: Suraj Sharma, Irrfan Khan, Tabu, Adil Hussain, Gerard Depardieu e Rafe Spall
Direção: Ang Lee
Roteiro: David Magee
Duração: 127 minutos


Nota: 4 (ótimo)

O diretor Ang Lee ("O segredo de Brokeback Mountain") está de volta para contar a incrível história de Pi em “As Aventuras de Pi”. Apesar do título em português, não existe tanta “aventura” assim na trama. O título original “The Life of Pi” (A vida de Pi) sem dúvidas faz mais sentido. Um filme bastante bonito e tocante com mistura de filosofia e religião.

Tudo começa quando um escritor em busca de uma história para seu novo livro vai conhecer Pi, um indiano que mora no Canadá. Foi dito a ele que a história de vida de Pi era tão interessante que o iria fazer acreditar em Deus. Então iremos acompanhar o próprio Pi contando sobre sua vida.

Ele começa com sua infância, origem do seu nome, sua busca por religiões, até que chegamos no momento chave de trama. Sua família resolve se mudar da Índia para o Canadá de navio, mas um acidente acontece e Pi fica preso num barco salva-vidas à deriva no oceano junto com    uma zebra, uma hiena, um orangotango e Richard Parker, um tigre de bengala.

A maior parte da história se passa nessa situação, algo que lembra bastante filmes como “O Naufrago” com Tom Hanks. Então a trama foca bastante na relação entre Pi e o tigre, de como ele fez para conseguir conviver por tanto tempo com um animal selvagem.

Essa história “fantástica” também lembra um outro filme, “Peixe Grande” de Tim Burton. Mas se lá a relação era entre o personagem principal e o seu pai, aqui a relação é entre Pi e a religião. Afinal de contas ele sempre buscou em diversas religiões alguma explicação e ao ficar numa situação dessas o que Deus quis dizer?

O tema é complicado e a realização também. Ficar muito tempo preso em uma mesma situação pode tornar o filme cansativo, mas Lee consegue dar um ritmo bem interessante que ao final do filme nem parece se passou tanto tempo.

E tudo funciona bem graças ao incrível trabalho da parte técnica do filme. O 3D ajuda a criar melhor o efeito da profundidade e da beleza da fotografia. Mas o grande destaque mesmo são os efeitos visuais na criação dos animais, mais especificamente do tigre. É um trabalho tão brilhante quanto feito em “Planeta dos Macacos: A Origem”. Richard Parker rouba a cena e merecia até uma indicação a prêmios como ator coadjuvante.

O final é legal, mas não é muito impactante. Quer dizer, pelo menos não para mim (risos). Ainda não foi dessa vez que conseguiram me fazer acreditar em Deus (mais risos). Mas como eu falei no início, é sim um filme bem bonito e interessante.
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