propaganda

domingo, 7 de maio de 2006

Missão Impossível 3

Em 1996 Tom Cruise levou para as telas o seriado de tv “Missão Impossível”. Dirigido por Brian de Palma, o filme foi um sucesso de bilheteria e consolidou Tom como um astro de filmes de ação. Tempos depois ele resolveu fazer uma continuação. Em 2000 chegava as telas “Missão Impossível 2”, dessa vez com John Woo na direção. O nível das cenas de ação aumentou bastante com cenas bem legais, mas o filme em si era ruim. Agora estamos em 2006, dez anos após o lançamento do primeiro, agora com a terceira parte simplesmente chamada “Missão Impossível 3”.

A terceira parte demorou em tomar forma. Dois diretores abandonaram o projeto por divergências criativas com Tom (que é também produtor do filme). O primeiro foi David Ficher (Clube da Luta) e o outro foi Joe Carnahan (Narc). Foi então que Cruise resolveu convidar J.J. Abrams para dirigir, após ver alguns episódios do seriado Alias em dvd. Esse filme marcou a estréia de Abrams na direção de um longa-metragem, apesar dele já ter uma certa experiência com cinema por ter escrito alguns roteiros (Armageddon para citar um exemplo). Sua fama maior está mesmo na televisão. Além do já citado Alias, ele também é responsável por Felicity e Lost.

A escolha de Cruise foi bastante acertada. Abram era o cara certo para dar nova vida a série Missão Impossível. Ele deu um toque pessoal ao personagem Ethan Hunt, que agora está vivendo uma vida comum sem missões. Ele acaba de ficar noivo, mas é convocado para uma missão de emergência. O problema é quando o chamado acaba envolvendo a sua noiva, que é seqüestrada e ameaçada pelo vilão do filme. Logo na cena inicial do filme, já vemos Hunt sendo torturado e sua noiva é ameaçada. Se ele não disser o que o vilão quer, ela vai morrer.

Desde o início já é possível identificar o toque de Abrams na direção. Ao começar o filme logo com uma cena de tensão e depois explicar como a trama chegou aquele ponto é uma estrutura narrativa bastante utilizada no seriado Alias. Vale lembrar que ele também foi responsável pelo roteiro do filme. Então foi dele a idéia de humanizar o herói do filme. Ele sabe muito bem como usar essas emoções, e quem acompanha os seriados dele sabe do que estou falando.

Na parte das cenas de ação é possível sentir também as mudanças. O filme anterior apelava demais para o surrealismo da ação, a ponto de soarem bastante absurdas. Isso não quer dizer que agora as cenas sejam realistas, mas sim conseguir fazer acreditar que algo impossível seja acreditável. E é nesse ponto que o filme vai muito bem, ao seguir num ritmo alucinante, conseguindo equilibrar as cenas de ação com o desenvolver da trama.

Outra escolha bastante acertada é o elenco. Grandes atores foram convocados para dividir as cenas com Cruise. A começar pelo vilão vivido por Philip Seymour Hoffman, recém ganhador do Oscar de melhor ator. Estão presentes também nomes como Ving Rames (que está no elenco desde o primeiro filme), Keri Russell (do seriado Felicity), Michelle Monaghan (Beijos e Tiros), Laurence Fishburne (Matrix), Jonathan Rhys Meyers (Ponto Final), Maggie Q e Simon Pegg (Todo mundo quase morto – Shun of the dead).

Esse é o primeiro dos grandes lançamento do verão americano. A briga dos blockbusters está só começando. Ainda vamos ter “O código Da Vinci”, “X-Men 3”, “Piratas do Caribe 2”, “Superman Returns”, só pra citar alguns. Cruise já saiu na frente ao realizar um excelente filme de ação, com todos os elementos do gênero como perseguições, tiros, explosões, planos complexos e mirabolantes, tudo muito bem executado. Diversão garantida!
Postar um comentário