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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Milagre em Sta. Anna

Título Oroginal: Miracle at St. Anna (EUA, 2008)
Com: Derek Luke, Michael Ealy, Laz Alonso, Omar Benson Miller, Pierfrancesco Favino, Valentina Cervi, Matteo Sciabordi, John Turturro, Joseph Gordon-Levitt, John Leguizamo, Kerry Washington, D.B. Sweeney, Robert John Burke, Omari Hardwick e Omero Antonutti
Direção: Spike Lee
Roteiro: James McBride
Duração: 160 minutos


Nota: 1 (ruim)

Após Clint Eastwood realizar seus filmes sobre a 2ª guerra mundial (“A Conquista da Honra” e “As Cartas de Iwo Jima”) o diretor Spike Lee o acusou de não mostrar o verdadeiro lugar que mereciam os soldados negros. Ele então resolveu fazer o seu próprio filme sobre o assunto com “Milagre em Sta. Anna” e contar direito a história dos soldados negros.

O filme conta a história dos soldados americanos de uma divisão formada só por negros que combateram a invasão nazista na Itália. O roteiro é baseado no livro do escritor James McBride, que também assina o roteiro.

Infelizmente o resultado que se vê na tela é totalmente desastroso e acabou gerando um bombardeio de críticas em cima do próprio Spike Lee. Os negros se insultaram e não se reconheceram nos personagens totalmente caricatos e estereotipados. Isso sem falar do lado cômico, já que o filme é um drama e os personagens negros têm momentos engraçados.

O diretor Spike Lee é conhecido por seus filmes sobre os negros americanos, como “Faça a coisa certa”. Mas ele chegou a um ponto que não tinha mais o que dizer sobre o tema e errou feio com “Elas me odeiam, mas me querem” de 2004. Felizmente ele tinha feito 2 filmes excelentes recentemente: “A última noite” e “O plano perfeito”, justamente por fugir desse tema. Infelizmente ele resolveu voltar ao tema e voltou a fazer um desastre.

É uma pena ele ter errado a mão nesse filme, pois a premissa e a temática eram bastante interessantes. Afinal de contas a participação dos soldados negros na 2ª guerra é um tema que não tinha sido abordado antes e Spike Lee parecia ser a pessoa mais certa a tocar nesse assunto.
São quase 3 horas de pura chateação em que quase nada acontece. Quanto o drama dos negros sozinhos não podia ser um desastre, eis que surgem os italianos na história, primeiro na figura de uma criança, que logo de cara remeteram a outro filme bizarro sobre a 2ª guerra: “A vida é bela”. A trilha sonora então é tão brega que chega doer os ouvidos. Enfim, poderia aqui continuar citando todos os problemas do filme, mas acho que já deu para abstrair o suficiente.

* Esse filme estreou no Brasil no dia 30/04 e iria estrear aqui em Salvador no dia 29/05, mas isso não aconteceu. Segue sem data para estrear.
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