propaganda

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Festival Planeta Terra 2011

Atrações
Palco Sonora Main Stage: Criolo, Naçao Zumbi, White Lies, Broken Social Scene, Interpol, Beady Eye e The Strokes
Palco Claro Indie Stage: Selvagens à Procura de Lei, Garotas Suecas, Toro y Moi, Gang Gang Dance, Goldfrapp, Bombay Bicycle Club e Groove Armada
Dia: 5 de Novembro de 2011
Local: Playcenter - São Paulo – SP

Fotos tiradas do site do festival

O Festival Planeta Terra 2011 conseguiu vender todos os ingressos em algumas horas com apenas algumas atrações confirmadas. O grande chamativo foi o The Strokes e em segundo lugar o Beady Eye, a banda nova de Liam Gallagher após o fim do Oasis. Depois de alguns problemas para conseguir fechar as atrações, o lineup ficou bastante indie.

O único show que eu realmente queria ver foi o Strokes e acabou sendo o principal motivo da minha ida a São Paulo. O resto acabou sendo um bom bônus. Além deles queria ver Beady Eye, White Lies e Goldfrapp.

O festival deu um show de organização. Diminuíram o número de ingressos vendidos em relação a edição de 2010 para aumentar o conforto do público e a movimentação entre os palcos. O lugar tinha acesso fácil, quase todos os shows começam no horário e a parte de bebidas e alimentação tinha preços razoáveis.

White Lies
A primeira atração que eu vi no festival foi o White Lies. A banda já tinha se apresentado no Brasil uma vez, mas tinha sido num evento beneficente. Ainda estava claro quando eles subiram ao palco. O repertório contou com músicas dos seus 2 discos: “To Lose My Life Or Lose My Love” e o recente “Ritual”. Um bom público se juntou na frente do palco principal e deixou os integrantes bastante felizes. Todos se mostraram bastante simpáticos e sorridentes. O show foi bastante correto e bom sem surpresas. Não conseguiram ganhar toda a platéia, mas quem já conhecia a banda saiu satisfeita com o que viu.


Interpol
Confesso que não curto muito o Interpol, mas resolvi conferir ao vivo para ver se me empolgava mais com a banda. Eles têm sido alvos de críticas por não fazerem bons shows ultimamente. Sem se comunicar muito com a platéia a banda tocou músicas de todos os discos e fizeram um bom show, mas não o suficiente para me fazer gostar da banda. Os fãs com certeza saíram satisfeitos e em alguns momentos o grupo agitou bastante a platéia. Na metade da apresentação fui para o palco Indie conferir o Goldfrapp.


Goldfrapp
O Goldfrapp foi para mim a maior decepção do festival. O show deles é bem fraco. A culpa principal é da vocalista Alison Goldfrapp, cujo sobrenome da nome a duo. Tenho quase certeza de que o vocal dela era playback. Ou então usaram algum efeito de voz muito bom para conseguir soar tão igual a versão de estúdio. Com uma roupa cheia de fitas pretas parecendo ter sido tiradas de fitas cassetes, a vocalista cantava de frente para um ventilador dando um efeito meio tosco na roupa e em seu cabelo. Com seu visual bizarro e sonoridade estranha e fake acabei agüentando apenas meia hora de show, aí resolvi voltar para o palco principal para conferir o Beady Eye.


Beady Eye
O Beady Eye tem os integrantes remanescentes do Oasis com exceção de Noel que após mais um briga com Liam saiu da banda. O disco de estréia “Different Gear, Still Speeding” é bem interessante por não seguir exatamente a mesma sonoridade do Oasis. O show atrasou um pouco e acabou sendo mais curto do que o esperado.

Liam estava até bastante simpático. Não falou muito e o que disse era meio difícil de ser entendido graças ao seu forte sotaque britânico. Estranhei um pouco no início sua voz um pouco nasalada, mas depois me acostumei. O repertório contou com quase todas as músicas do cd com destaques para “Four Letter Word”, “Beatles and Stones” e “Millionaire” que abriram a apresentação.

O público agitou um pouco, mas com certeza a maioria estava ali para ver o Strokes. Talvez pela falta de uma melhor receptividade a banda tenha acabado feito um show menor. Mesmo assim a apresentação foi muito boa, mas sem dúvidas eu preferiria ver um show do Oasis.


The Strokes
O Strokes subiu no palco já com o jogo ganho. Apesar da recepção fraca do seu último disco “Angles”, a expectativa era que o repertório contasse com músicas dos outros 3 cds. Principalmente o primeiro “Is this it” que completou 10 anos.

Eles abriram com “New York City Cops” e a platéia foi ao delírio. O público ficou empolgado durante toda a apresentação cantando junto, gritando e batendo palmas. A banda se mostrou visivelmente emocionada com a receptividade. O vocalista Julian Casablancas foi bastante simpático e carismático, apesar do visual meio esquisito. Destaque também para o baterista brasileiro Fabrizio Moretti que também saudou o público após insistência de Julian.

10 anos de carreira, 4 cds e o repertório foi praticamente só de hits. O primeiro disco foi o mais lembrado com 8 músicas, quase o cd todo. Destaques para “Hard to Explain”, “Take it or Leave it” e “Last Nite”, o maior sucesso da banda. Todas as músicas que eu queria ouvir foram tocadas, então saí do show totalmente satisfeito. Além das já citadas, destaco também “12:51”, “Juicebox” e “Reptilia”.

Confesso que gostei muito do último cd, apesar de admitir que é o mais fraco da banda. Ainda bem que eles não deixaram ele de fora ao colocar 4 músicas no repertório. Destaque para “Under Cover Of Darkness”.


Apesar das atrações terem sido indie demais e o grande destaque ter ficado apenas com o show do Strokes, no final das contas o saldo do festival foi positivo. Bem organizado e com o tamanho ideal para um festival. Vamos ver o que vão trazer em 2012. Se tiver coisa boa com certeza irei conferir.
Postar um comentário