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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Missão: Impossível - Protocolo Fantasma

Título Original: Mission: Impossible - Ghost Protocol (EUA , 2011)
Com: Tom Cruise, Jeremy Renner, Paula Patton, Simon Pegg, Michael Nyqvist, Léa Seydoux e Josh Holloway
Roteiro: André Nemec e Josh Appelbaum
Direção: Brad Bird
Duração: 133 minutos

Nota: 4 (ótimo)

Tom Cruise está volta com mais um capítulo da franquia Missão: Impossível. Dessa vez J.J. Abrams, que dirigiu o capítulo anterior, ficou apenas na produção junto com Cruise e eles convocaram o diretor Brad Bird para seu primeiro filme de carne e osso. Ele vem do mundo das animações e realizou grandes filmes como “Os Incríveis” e “Ratatouille”.

Missão: Impossível - Protocolo Fantasma” é mais um ótimo filme da franquia com ótimas cenas de ação e que contem os principais elementos que consagraram a série, além de construir terreno para futuras continuações. Cruise já está ficando velho, mas já tem um bom substituto com a presença de Jeremy Renner (Guerra ao Terror).

A história é bem genérica, mas é bem construída. A idéia era fazer um trama de espionagem bastante internacional para que o filme tivesse cenas em diversas partes do mundo. O agente Ethan Hunt (Cruise) é acusado de um atentado na Rússia e a agência que ele trabalha (IMF) é desligada após o governo dos EUA iniciar o “protocolo fantasma”. Cabe a ele limpar o nome da agência e salvar o mundo de uma ameaça, mas sem os recursos. Sua única equipe é formada pelos agentes Benji (Simon Pegg), já conhecido do filme anterior, e os novatos Jane (Paula Patton) e Brandt (Jeremy Renner).

A trama é meio complicada, mas explicada de maneira bem detalhada. Além disso, o roteiro é feito para mesmo aqueles que nunca tenham assistido nenhum dos filmes da franquia consiga entender sem problemas. O diretor consegue dar um ótimo ritmo ao filme com cenas de ação e tensão.

Se Bird conseguiu humanizar um rato em “Ratatouille”, por que ele não conseguiria fazer o mesmo com humanos de verdade? Os personagens são interessantes, os conflitos entre a equipe de Hunt. Talvez o único problema seja o vilão que não é muito bem explorado e tem um plano meio genérico. Mesmo assim não chega a prejudicar muito a história.

No elenco secundário o destaque fica por conta do personagem de Pegg, que ganha mais destaque nesse capítulo e garante ótimos momentos cômicos para quebrar um pouco o clima de ação e tensão da história.

As cenas de ação são o forte do filme seguem mais a linha da franquia, com situações meio absurdas, mas que são construídas de forma que o espectador acredite de alguma forma que elas são humanamente possíveis. Mais uma vez Cruise dispensou dublês e fez as principais cenas. Destaque por ele ter ficado pendurado no prédio mais alto do mundo em Dubai.

Apesar de alguns pequenos problemas, o resultado final é um ótimo filme, com cenas de ação muito boas que garantem a diversão. Cruise deve voltar a fazer dinheiro com esse filme depois de resultados medianos como “Encontro Explosivo”.
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