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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O Hobbit - Uma Jornada Inesperada

Título Original: The Hobbit - An Unexpected Journey (Nova Zelândia, EUA , 2012)
Com: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, James Nesbitt, Adam Brown, Aidan Turner, Dean O'Gorman, Graham McTavish, John Callen, Stephen Hunter, Mark Hadlow, Manu Bennett, Peter Hambleton, Ken Stott, Jed Brophy, William Kircher, Jeffrey Thomas, Mike Mizrahi, Cate Blanchett, Hugo Weaving, Elijah Wood, Andy Serkis, Sylvester McCoy, Lee Pace, Bret McKenzie, Barry Humphries e Benedict Cumberbatch
Direção: Peter Jackson
Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh, Philippa Boyens e Guillermo del Toro
Duração: 169 minutos

Nota: 3 (bom)

Confesso que não sou muito fã do universo de J.R.R. Tolkien, mas gostei bastante da trilogia Senhor dos Anéis. Então não tinha grandes expectativas em relação a “O Hobbit - Uma Jornada Inesperada”. E estava até com alguma preguiça de ir assistir já que o negócio ainda foi dividido em 3 filmes. Só fiquei mesmo empolgado com a novidade técnica relacionada ao modo de filmar em 48 frames por segundo, o dobro da velocidade normalmente utilizada.

A história do livro Hobbit se passa antes da trilogia Senhor dos Anéis, então quem não assistiu ou não lembra de muita coisa dos filmes anteriores não terá problemas em acompanhar a trama. A aventura da vez é protagonizada por um grupo de 13 anões que estão prestes a entrar numa jornada de tentar retomar seu antigo lar tomado por um dragão. Eles contam com a ajuda do mago Gandalf que resolve incluir o hobbit Bilbo.

As cenas de aventura e ação são muito legais. A parte técnica do filme é realmente impressionante. A fotografia, a trilha sonora, tudo continua muito bem e bastante familiar recriando o clima da trilogia Senhor dos Anéis. É incrível ver a evolução, ainda mais quando aparecem os personagens digitais como Gollum.

O uso do 48 frames por segundo é realmente incrível! No início causa bastante estranheza ao ver as coisas parecerem estar se movimentado rápido de mais. Mas a riqueza de detalhes e o realismo que isso causa são impressionantes. Principalmente nas cenas que não envolvem computação gráfica. Os cenários ficam bastante realistas e parece que você está vendo aquilo de verdade em sua frente.

Mas mesmo assim ainda é preciso amadurecer o uso desse recurso. Teoricamente era para a vista cansar menos com o 3D, mas como o filme é meio longo acaba incomodando depois de muito tempo em exposição. Me senti quando assisti pela 1ª vez a um filme 3D ao ficar impressionado com a tecnologia e como aquilo podia evoluir. Ainda falta alguém fazer algo como “Avatar” fez com o uso do 3D. Mas o negócio promete bastante.

Agora vamos aos problemas do filme. O roteiro realmente não ajuda. Ao querer incluir muita coisa na trama o filme acaba perdendo ritmo. Temos alguns flashbacks que não parecem acrescentar muito a história e que ao mesmo tempo quebram o ritmo. Depois de quase 3 horas de duração fica a impressão que não aconteceu muita coisa. Ainda mais se parar para pensar que ainda faltam mais 2 filmes para concluir a história. Os fãs não irão achar isso um problema, afinal quanto mais coisas do livro na tela melhor. Mas sem dúvidas isso acaba comprometendo bastante o filme.

Mesmo assim o resultado é positivo. É legal voltar a Terra-média, mesmo sem ser muito fã, e encontrar novamente a familiaridade com aquele universo e alguns personagens. Os personagens dos anões são bem menos carismáticos que a Sociedade do Anel, mas alguns personagens como Gandalf e Bilbo acabam minimizando esse problema. Um filme divertido, mas bastante cansativo.
Assistam a versão em HFR (high frame rate, isto é, em 48 frames por segundo)!
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