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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Tomorrowland: Um lugar onde nada é impossível

Título Original: Tomorrowland (EUA, 2015)
Com: George Clooney, Britt Robertson, Raffey Cassidy, Hugh Laurie, Tim McGraw, Thomas Robinson, Pierce Gagnon, Kathryn Hahn, Keegan-Michael Key, Judy Greer
Direção: Brad Bird
Roteiro: Brad Bird e Damon Lindelof
Duração: 130 minutos

Nota: 4 (ótimo)

É difícil encontrar filmes que tenham uma visão do futuro que não seja algo trágico e apocaliptico. Então é interessante ver algo como “Tomorrowland: Um lugar onde nada é impossível” que tem uma visão bastante otimista e até um pouco ingênua sobre o futuro da humanidade.


O diretor Brad Bird faz seu segundo filme em live-action após ter estreado no formato em “Missão Impossível: Protocolo Fantasma”, já que sua principal experiência era em animações como “Os Incríveis” e “Ratatouille”. Ele ainda não fez um filme tão genial quanto suas animações, mas tem feito um bom trabalho filmando gente de carne e osso.

Assim como “Piratas do Caribe”, o filme é inspirada em uma atração do parque da Disney. E foi criada pelo próprio Walt que tinha uma visão bem otimista sobre como seria uma cidade do futuro. Isso foi nos anos 60, então ainda havia esperança na humanidade (risos). Como a atração é apenas essa visão do futuro, foi necessário criar uma trama em que a cidade seria o pano de fundo da história.
Iremos conhecer Casey Newton (Britt Robertson) uma jovem bem inteligente e curiosa que acaba encontrando um pequeno broche que a transporta para uma realidade paralela ao tocá-lo onde ela vê uma cidade, a Tomorrowland do título. Ela quer encontrar um jeito de chegar nesse lugar e irá contar com a ajuda da misteriosa Athena (Raffey Cassidy) e de Frank Walker (George Clooney), que quando era jovem morava na cidade.

Contar mais do que isso pode estragar a história. Até o próprio trailer do filme da a impressão que a história vai para um caminho quando na verdade a coisa não é bem assim. Claro que por se tratar de um filme da Disney e de um blockbuster temos cenas de ação e efeitos especiais. Felizmente ele vai além disso. 

Os personagens são bem apresentados, principalmente Frank. A protagonista é Casey e a atriz Britt Robertson faz um bom trabalho, mas quem rouba mesmo a cena é Athena, interpretada pela jovem Raffey Cassidy. Seu personagem tem um lado meio “fofinho” e o outro mais de “ação”, lembrando levemente a Hit-Girl de Chloë Grace Moretz em “Kick-Ass”. Temos também o “vilão” interpretado por Hugh Laurie que tem um monólogo que é um dos melhores momentos do filme, mas ele tem pouco tempo em cena e o roteiro atrapalha um pouco as intenções do personagem.

Como falei no início do texto, o filme tem uma mensagem bastante otimista e ingênua sobre o futuro da humanidade. A Disney tem um pouco disso ao incentivar a alegria e coisas felizes, mas ao mesmo tempo ela é uma das maiores empresas do mundo que visa o lucro e que tem um lado mais obscuro e negativo. Pensando dessa forma seria um pouco de cínico pensar nela criando um filme desse tipo. Ao mesmo tempo não da para julgar as ambições do filme pensando apenas no estúdio, então irei pelo lado mais ingenuo, assim como o filme, e pensar na melhor das intenções do diretor Brad Bird. Dessa forma é bom ver um filme positivo e que tenha uma visão do futuro da humanidade mais otimista e voltada para os mais jovens. Vendo o filme dessa forma, principalmente do ponto de vista de uma criança, o resultado é muito bom apesar de alguns problemas do roteiro.
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