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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Valente

Título Original: Brave (EUA , 2012)
Com: Kelly Macdonald, Emma Thompson, Billy Connolly, Kevin McKidd, Craig Ferguson, Robbie Coltrane e Julie Walters
Direção: Mark Andrews e Brenda Chapman
Roteiro: Mark Andrews, Brenda Chapman, Steve Purcell e Irene Mecchi
Duração: 95 minutos

Nota: 5 (excelente)

O estúdio Pixar vem sendo acusado de estar passando por uma “crise” criativa desde que foi vendido a Disney. Talvez eles tenham nos deixado mal acostumados com seu “excesso” de genialidade. A filmografia continua impecável sempre com excelentes filmes e o mais novo “Valente” não foge a regra.


Essa é a primeira vez a Pixar coloca uma protagonista feminina. E para completar, ela é uma princesa. Teria o estúdio cedido as fórmulas de contos de fadas da Disney? Parecia que sim, mas a trama toma um um rumo bem interessante.

Merida é um jovem princesa da Escócia que não quer seguir as tradições da família quando descobre que sua mão em casamento será disputada por 3 jovens de reinos vizinhos. Ela nunca gostou do “treinamento” de princesa que teve da mãe. O que ela gosta é da liberdade, de sair cavalgando e atirando com seu arco e flechas pela floresta. Revoltada ela foge e acaba encontrando com uma feiticeira que a vende um feitiço prometendo resolver seu conflito com a mãe, mas acaba piorando bastante a situação.

O legal da história é justamente esse conflito entre pais, filhos e seguir ou não as tradições familiares. Sem dúvidas não é algo muito inovador e criativo, mas a forma como é abordado pela trama é bem interessante.

Se na história eles não inovaram, no visual eles capricharam bastante. O jeito como eles conseguiram recriar a Escócia ficou maravilhoso, ainda mais com os detalhes em 3D. Outro destaque são os cabelos de Merida que são livres e rebeldes como a personagem e são ricos em detalhes. A textura ficou muito boa.

Acho que o filme lembra bastante o estilo criado por Hayao Miyazaki (A Viagem de Chihiro), mas sem os “devaneios” surrealistas orientais característicos do diretor. Até a personagem da feiticeira lembra bastante os personagens criados por ele.
Sem dúvidas essa nova animação da Pixar não é tão genial e inovadora quanto “Wall-E” e “Ratatouille”, mas com certeza eles ainda sabem muito bem como contar uma boa história e conseguem criar filmes muito mais relevantes que boa parte das animações feitas pelos outros estúdios, principalmente as atuais.
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