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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

007 - Operação Skyfall

Título Original: Skyfall (EUA / Reino Unido , 2012)
Com: Daniel Craig, Javier Bardem, Judi Dench, Bérénice Marlohe, Ralph Fiennes, Ben Whishaw, Naomie Harris, Helen McCrory, Albert Finney e Ola Rapace
Direção: Sam Mendes
Roteiro: Neal Purvis, Robert Wade e John Logan
Duração: 146 minutos

Nota: 5 (excelente)

A franquia do agente 007 chega aos seus 50 anos no cinema com mais uma nova aventura de James Bond chamada “007 - Operação Skyfall”. Mais uma vez Daniel Craig assume o papel principal e a história de certa forma fecha o novo ciclo do personagem iniciado em “Cassino Royale” e continuado em “Quantum of Solace”.

O tom mais sério e realista do filme continua, mas o diretor Sam Mendes (“Foi apenas um sonho”, “Distante nós vamos”) trouxe um pouco da sua bagagem teatral colocando um clima mais dramático na direção dos atores. Isso pode ser sentido principalmente na presença do ator  Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez) como o vilão. Em sua primeira aparição ele rouba cena e tem um diálogo sensacional com Bond. Ele vem sendo considerado como um dos melhores vilões da franquia, mas talvez eu até arrisque em realmente afirmar que ele é mesmo.

As cenas de ação são um pouco mais “exageradas” que nos 2 filmes anteriores, mas mesmo assim ainda tentando se manter um pouco na realidade, principalmente se comparar com os exageros característicos da franquia. 

O mais legal é ver as referências a própria franquia. Algumas mais sutis, mas outras bem mais explicitas. É bom ver a volta de alguns personagens marcantes como o Q, interpretado por  Ben Whishaw, que é responsável pela parte tecnológica agência de espionagem britânica MI6.

A história brinca bastante com o velho X novo representados por Bond e pelo vilão Silva. O espião é tradicional, gosta de usar navalha para fazer a barba por exemplo, enquanto o vilão é uma espécie de cyber terrorista que usa a tecnologia para ameaçar a Inglaterra. 

A trama começa com o roubo de uma lista com a identidade dos agentes do MI6 que o vilão pretende divulgar na Internet. O roteiro não tenta criar nada muito inovador, mas consegue utilizar bem alguns clichês do gênero espionagem de maneira correta e que funciona muito bem. Dentro da série é bom ver um vilão que não quer simplesmente “dominar o mundo”, mas tem um objetivo mais pessoal e vingativo. 

Mas é interessante ver a discussão no pano de fundo da história sobre a importância nos dias de hoje do serviço de espionagem no mundo atual onde as “ameaças” não são mais nações, mas qualquer um que esteja “nas sombras”.

No final das contas o filme consegue funcionar muito bem tanto para os fãs da série (o meu caso) por trazer novamente alguns elementos famosos e muitas referências, tanto para os mais casuais que estão apenas interessados em diversão e um bom filme. 
O resultado é um excelente filme que mantem o nível alto na série desde que Craig assumiu o papel. E Mendes conseguiu colocar um pouco da sua marca como diretor na franquia ao mesmo tempo que trouxe de volta elementos clássicos criando mais uma memorável aventura para o agente James Bond.
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